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							<![CDATA[Catarina Silvério]]>
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							<![CDATA[O Tudo Rádio inova mais uma vez e entrevista a primeira locutora teen do país, Catarina Silvério, que junto com o locutor Mauricio Filho está arrebentando nas tardes da Tupi FM 104.1 com o programa “Beijo me Liga Geração Elétrica” no maior mercado radiofônico da América Latina. Ela que estreou com a responsabilidade de está na emissora líder de audiência a mais de dois anos, fez melhor ainda, atraiu um público até então explorado apenas pelas emissoras jovens. Essa paulistana de 18 anos com jeito fácil de comunicar-se e que tem a linguagem do seu público, conseguiu juntar os amantes do segmento e arrebatar uma legião de adolescentes até então desconhecida a adotar a nova cara da música sertaneja.    


Catarina Silvério quando surgiu essa paixão pelo rádio?

Meus pais são  radialistas, então o contato com o meio foi natural desde cedo. Acompanhar de perto o trabalho que eles desenvolveram no rádio e na TV fez com que me aproximasse e surgisse o interesse pela profissão.

Com quantos anos?

É difícil especificar porque o rádio sempre esteve presente na minha vida de alguma forma. Mas eu diria que aos 9, 10 anos, quando morava em Curitiba e meus pais trabalhavam na Capital Play FM, eu pude acompanhar e entender melhor desde a formatação de uma nova programação até o modo de apresentá-la para o ouvinte.  

Qual foi a sensação de falar pela primeira vez em uma rádio?

Confesso que na minha estréia na Tupi FM rolou um frio na barriga (risos), mas a sensação é ótima, sem dúvida. O Beijo me Liga é meu primeiro programa ao vivo, mas já tinha feito outros trabalhos como locutora antes; aos 13 anos apresentei na Rádio 100 FM de Fortaleza especiais de novos cantores, por exemplo, então já estava acostumada com isso. 

Seu talento para o rádio é visível. O rádio foi opção ou já era um sonho antigo?

Depois desse trabalho na Rádio 100 FM meu pai me tirou do ar para que eu pudesse me dedicar totalmente aos estudos. Nós fizemos um acordo: se eu passasse no vestibular, poderia voltar ao ar. Passei no vestibular este ano no curso de Direito e a minha estréia na Tupi FM de São Paulo aconteceu em junho passado. Para mim é um sonho ser comunicadora dessa nova geração, seguindo a profissão dos meus pais. 

Teve influências de alguém?

Sim. Meus pais são as minhas maiores influências, me sinto privilegiada nessa questão. Tenho grande admiração pelo trabalho do meu pai, ele é o maior comunicador que conheço e sem dúvida influencia demais meu trabalho. Tomo minha mãe como referência feminina no rádio, ela me ajuda bastante no aperfeiçoamento da locução. O Nando Moraes, meu padrinho de consideração, e no rádio é um profissional que também tenho como referência. 

Por ser filha de um dos maiores diretores e conhecedores de rádio do país, Ênio Roberto Silvério, sentiu alguma responsabilidade maior?

Ele me deixou à vontade quanto à estréia na Tupi FM, mas é claro que antes me cobrou muito a execução de exercícios de dicção e o estudo de cultura geral, principalmente sobre música e carreira de artistas dessa nova geração sertaneja (Fernando & Sorocaba, Victor & Leo, Luan Santana, Hugo Pena & Gabriel, Maria Cecília & Rodolfo, Jorge & Mateus, Lincon & Luan, Marcos & Belutti etc.)

Seu pai te dar dicas ou pega no seu pé?

As duas coisas acontecem no dia-a-dia. Hoje como profissional de comunicação da rádio de maior audiência da América Latina tenho a consciência da minha responsabilidade de desenvolver a pauta do programa Beijo me Liga e apresentá-lo da melhor forma possível.  É fundamental ter ao lado pessoas experientes e vencedoras para orientar e cobrar caso o trabalho esteja fora do padrão. 

Como é  o relacionamento profissional entre você e seu pai?

Meu pai é  um vencedor num mercado tão competitivo como é o rádio, tendo a responsabilidade de estar sempre entre os primeiros nas pesquisas mensais de audiência. Ele é muito ocupado e focado na função de criar conteúdos, orientar comunicadores e motivar a equipe. Assim, sobra menos tempo do que eu gostaria para “explorá-lo” profissionalmente.  

Gera ciúmes o fato de ser filha do diretor?

No começo gerou ciúmes, mas à medida que me dediquei, me impus diante do microfone e fiquei exposta a cobranças, como todos os funcionários da emissora, eles entenderam que eu também poderia ser um deles e assim, somar para o sucesso de toda a equipe. Nas reuniões sou cobrada igualmente, não tem moleza! E acho isso bom, pois só serei uma profissional com grandes conquistas se for cobrada e não protegida. 

Como é  a responsabilidade de estar em uma emissora que está quebrando todos os recordes de audiência em São Paulo?

Não me preocupo muito com quebrar recordes, pois já tem pessoas se responsabilizando por isso dentro da emissora. Preciso me preocupar com a minha função dentro da equipe e com o que posso fazer para colaborar com as pessoas que estão a mais tempo do que eu na Tupi FM e deram início a esse trabalho vencedor. 

De onde surgiu à ideia de fazer o programa Beijo me Liga Geração Elétrica?

Gravei vários pilotos até chegar a este formato. Existe uma nova geração no segmento sertanejo, que foi valorizada com a nova programação da Tupi FM há dois anos atrás. Mas com o passar do tempo, a emissora viu que precisava mais do que executar essas músicas na programação. Precisava ter o “frescor” de outra linguagem e comunicação também para uma nova geração de ouvintes e fãs dos artistas que citei antes. O programa Beijo me Liga interage muito com o twitter, essa nova ferramenta da internet, coisa que não existia dessa forma na programação da emissora.  

Como é  a participação do público adolescente?

A participação cresceu muito desde o início do programa. Eles interagem com as perguntas e promoções dirigidas para essa faixa de público adolescente. Mas o que estamos constatando é que o outro público da emissora, que vai até os 60 anos, participa ativamente também.  Deve ser a curiosidade em saber o que essa nova geração está falando e ouvindo.  
 
Tem um segredo para lidar com esse tipo de público?

É um público exigente e participativo que quer por demais a atenção. E para entendê-los, a Tupi FM precisou mostrar que além de tocar as músicas, também falava a linguagem deles. Acredito que o segredo é a comunicadora certa para o público certo (risos). 

O Beijo me Liga Geração Elétrica é um programa que agradou geral. Como foi para compor o formato do programa?

Contou com a experiência e conhecimento do Enio Roberto Silvério, diretor da emissora, que pesquisou, analisou o mercado, criando assim os quadros e os formatos do programa. Com o passar do (pouco) tempo foi ajustando-o diariamente. 
 
O surgimento de novas duplas sertanejas contribuiu para aproximar o público jovem das rádios populares?

Evidentemente, sim. As duplas sertanejas vieram com uma nova linguagem e postura em relação aos seus antecessores.  

Existe de fato esse divisor entre o sertanejo universitário e o tradicional?

Na verdade, tudo é sertanejo, só que evoluiu com o passar dos anos. A música Country americana também sofreu esse processo, chegando até o Country Rock. Hoje temos no Brasil a música sertaneja mais Pop do que nunca, feita não por sertanejos, mas sim por descendentes desses. O rótulo de sertanejo universitário já está desgastado, pois não corresponde com a realidade. Antes era usado para definir festas universitárias embaladas por novas duplas sertanejas para mil, duas mil pessoas. Hoje, esta nova geração de artistas, faz shows para 70 mil, 80 mil pessoas em média. O Luan Santana, por exemplo, no mês passado fez um show para 130 mil pessoas no interior de São Paulo e com certeza a maioria delas não eram universitárias. O mesmo acontece nos shows de Fernando & Sorocaba, Victor & Leo, Jorge & Mateus etc.

Qual a diferença entre os dois segmentos?

O segmento é o mesmo, o que existe é atitude na evolução da linguagem e produção musical. E essa nova geração de artistas sertanejos, por incrível que pareça, está influenciando até os artistas mais antigos do segmento. Por exemplo, você vai poder constatar isso no novo trabalho do Bruno & Marrone, Leonardo e outros.

Você  gosta de música sertaneja?

Adoro! E faço uma sugestão: ouça Madri do Fernando & Sorocaba, Sem me controlar do Marcos & Belutti, Estrela do Hugo Pena & Gabriel, Amo noite e dia do Jorge & Mateus, Bêbado e Louco do Lincon & Luan, Tchau Tchau da Maria Cecília & Rodolfo, Meteoro do Luan Santana, Chora me Liga do João Bosco & Vinicius e Fugidinha do Michel Teló, para ficar apenas em algumas. 

Catarina, obrigado pela entrevista, e deixo aqui um espaço para você mandar um recado aos seus admiradores e amigos. 

Gostaria de deixar um recado para meus colegas da Tupi FM, com quem tenho aprendido a noção de trabalho em equipe, ao Dr.  Paulo e Raul Abreu (proprietários da rede Mundial), pela oportunidade, aos meus pais pelo apoio incondicional e para todos os ouvintes da Tupi FM, especialmente a galera que ouve o Beijo me Liga! E fica o convite, ouçam de segunda a sexta, das 15 às 17 da tarde, Beijo me Liga Geração Elétrica na Tupi FM São Paulo 104,1. Beijo e me liga!
 ...]]>
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						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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			   		<item>
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							<![CDATA[Robson Ramos]]>
						</title>
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							<![CDATA[Hoje nós vamos conversar um pouco com Robson Ramos, um importante profissional de rádio de São Paulo. O tema em questão é a SulAmérica Trânsito, um projeto diferenciado no meio radiofônico brasileiro que tem chamado a atenção devido a prestação de serviço e a interatividade com os ouvintes. Robson conta também como é trabalhar em duas rádios totalmente diferentes, afinal ele comanda a mesa da SulAmérica Trânsito no período da tarde e a da Band FM durante a noite. Ramos também é folguista na Rádio Bandeirantes.

Confira o bate-papo. Boa leitura!


Robson, a SulAmérica Trânsito é considerado um projeto diferenciado, não há dúvidas disso. Se não me falha a memória, existem apenas outras duas rádios no Mundo que atuam nessa linha. Porém, na sua opinião, o que mais diferencia a SulAmérica Trânsito em relação as demais rádios de São Paulo?
 
Realmente é um projeto único. Mas o diferencial da rádio é que ela é a única emissora de fato, em todo o Brasil, voltada para a prestação de serviço. Pois nós mobilizamos um grupo de pessoas, para além de informar, orientar o motorista a utilizar outros caminhos. Além disso, as pessoas participam ativamente e ajudam umas às outras.
 

O assunto trânsito é algo ligado diretamente ao estresse/irritação constante das pessoas. Como foi o processo para transformar esse tema em um atrativo e a linguagem que foi utilizada para que a rádio fosse no mínimo interessante?
 
Quando a rádio começou e eu já trabalhava no grupo, mas não na rádio, de fora eu me perguntava se aquilo poderia dar certo justamente por ter um tema único. Porém, este tema é de relevância em São Paulo, já que é um problema que afeta todo mundo e a direção teve a sabedoria de optar por uma comunicação leve, que lembra muito as FMs musicais dos anos 80, onde o ouvinte se sente acompanhado. A participação direta também contribuiu para que as pessoas se apaixonassem pela rádio, pois elas passam a se sentir parte daquele organismo.

 
O grau íntimo de interação entre os ouvintes e a rádio é algo notável. Foi assim desde o inicio? Como foi a evolução desse processo?
 
No início deste processo, eu ainda não estava na rádio, mas por estar no grupo, consegui acompanhar um pouco disso. O projeto inicial nem previa muito a participação do ouvinte. Esta necessidade se impôs até pela dificuldade de se manter o assunto no ar o tempo inteiro. Aí, logo conseguiu-se uma linha telefônica que passou a ficar à disposição do ouvinte. Fez muito sucesso no início e o serviço acabou sendo ampliado para o e-mail. Com os dois consolidados e atendendo a pedidos, foi a vez do SMS, que é sem dúvida a ferramenta mais moderna que existe em termos de comunicação rápida, sem contar que é também a mais abrangente. Por último, o telefone evoluiu para um portal de voz nascido da necessidade de podermos atender todo mundo, já que o número comum dava ocupado por causa do número de ligações. Hoje num único dia, são milhares de ligações para o serviço, onde a pessoa pode diretamente gravar a sua informação.
 

Como é comandar um horário da SulAmérica Trânsito? Complicado ficar de olho nas condições de trânsito, chamar repórter, ler notas, soltar vinhetas/trilhas, etc? Descreva essa situação para que nossos leitores imaginem a cena.
 
Quando entrei na Sul América Trânsito, já tinha 19 anos de rádio. Pra mim, nada era novidade. Nem trânsito, já que na Rádio Cidade fui também repórter aéreo. A única coisa que me assustou no início foi exatamente como operar aquilo tudo. Mas foi mais fácil do que eu imaginava. É possível ficar de olho no mapa da cidade enquanto se fala. Aliás, é até bom porque você olha o problema e o menciona no ar na hora. Os repórteres falam e enquanto isso, o âncora observa o que fará depois, lê e-mails, mensagens de SMS e atualiza o Twitter da rádio. Para isso, recebe auxílio de um coordenador de estúdio que é responsável por plugar os repórteres na híbrida que os leva ao ar e checar as ocorrências da cidade, como acidentes ou veículos quebrados, além da condição das estradas.
 

Qual é a principal fonte de informação para repassar as condições do trânsito aos ouvintes?
 
A principal fonte é a reportagem que sai às ruas observando tudo. O auxílio é feito com o uso do mapa de trânsito da cidade fornecido pela internet pela CET, observação de câmeras dentro do estúdio, um outro mapa de monitoramento fornecido para a RST e claro, os ouvintes. Nas estradas temos também as concessionárias ou administradoras de rodovias, além dos ouvintes que as utilizam também.
 

Como é a relação da rádio com a CET ?
 
Relação profissional. Nós precisamos deles para atualizar dados e eles da gente para divulgar informações.
 

E o giro de repórteres? Como funciona essa cobertura (áreas percorridas, helicóptero, etc). Fale um pouco desse planejamento.
 
Cada repórter tem uma zona a ser coberta e um roteiro para sair da rádio e atingir a sua zona de cobertura e para fazer o caminho inverso. Dentro da zona, o repórter trafega da maneira que achar melhor, procurando chegar onde tem problemas e quais são as eventuais soluções e obviamente utilizando vias importantes de cada região. Já pelo helicóptero, toda a cidade é coberta em uma hora de vôo.
 

Você lembra da pior condição de trânsito já coberta pela SulAmérica Trânsito em São Paulo?
 
Lembro, mas eu já havia saído do ar. Foi em 10 de junho de 2009 no dia em que a cidade atingiu 295 km de lentidão às 19h. A bagunça começou comigo ainda no ar, num dia em que choveu muito na cidade e vários pontos de alagamento apareceram.
 

E a melhor em um horário incomum? Existiu?
 
Até já teve, mas não me lembro. Foi algo pontual. O padrão de São Paulo é o trânsito ruim.
 

Lembra de alguma situação curiosa ou fato marcante nessa trajetória da SulAmérica Trânsito?
 
Muita coisa aconteceu, mas até hoje acho que o episódio mais marcante é mesmo a história de um ouvinte que foi conduzido ao hospital rapidamente por causa da força da rádio. Ele ligou para a rádio, estava passando muito mal, com trânsito muito ruim com dificuldade de chegar. O âncora era o Flávio Siqueira, grande amigo meu &ndash; hoje em Brasília &ndash; e ele conseguiu concentrar outros ouvintes em torno da idéia de ajudar o ouvinte, que acabou encontrando o melhor caminho e chegando rápido até o hospital.
 

Existe participações de ouvintes de fora de São Paulo? Existem aqueles que nunca pisaram na capital paulista mas acompanham a radio?
 
Existe sim. Um grande número da caminhoneiros e moradores de outras cidades, algumas distantes, que trabalham em São Paulo ou passam com freqüência pela cidade e que invariavelmente participam. E tem muita gente que manda e-mail que dizendo que está só ouvindo e gosta muito. É gente que ouve pela internet e mora em cidades distantes, em outros Estados, algumas até bem pequenas e que ouvem até pela curiosidade que tem acerca de São Paulo.
 

E para o Grupo Bandeirantes? Qual o levantamento que a empresa faz desse projeto SulAmérica Trânsito?
 
O grupo todo gosta da rádio. É um grande sucesso, reconhecido até por outros grupos de comunicação.
 

Você acha que cabe uma SulAmérica Trânsito em outra cidade brasileira? Existe essa demanda ou as rádios jornalisticas dão conta disso nos outros centros?
 
Cabe. Rio de Janeiro e Belo Horizonte comportariam uma rádio dessas tranquilamente. No Rio inclusive, há uma parceria da Sul América com a Paradiso FM, mas o formato é diferente do paulistano, com mais músicas tocando ao longo do dia. Nós só tocamos música à noite.
 

Parece que o projeto foi incorporado à cidade de São Paulo. Dá pra afirmar que o projeto deu certo e possui vida longa na capital paulista?
 
Como eu disse é um grande sucesso e não sai mais do ar. Pode escrever.
 

Robson, você está sendo apresentando ao mercado de rádio FM de São Paulo como um profissional versátil ao fazer horários em duas rádios completamente diferentes. Qual é a maior complicação disso? E o que mais lhe agrada nessa situação?
 
Na verdade são três. Hoje sou também folguista da Rádio Bandeirantes, onde apresento o Jornal Primeira Hora em sistema de revezamento apenas aos sábados. A única complicação é com o meu tempo, mas isso dá pra tirar de letra. Questão de adaptação.

 
Sobra tempo para o Robson não pensar em rádio ou em trânsito?
 
Graças a Deus sobra. Aí eu penso na família e no São Paulo FC.
 

A Band FM veio antes do que a SulAmérica Trânsito em sua carreira. Como foi essa adaptação nos 92.1 FM?
 
Foi tranqüila. Especialmente porque a equipe me recebeu muito bem e a direção sempre confiou em mim.  Eu faço rádio musical há 22 anos. Estar numa rádio como a Sul América era um desafio que eu já queria ter. Me ajuda muito na carreira e até me melhorou no meu outro estilo de atuação, além de ter ajudado a abrir as portas da RB.

 
E antes do Grupo Bandeirantes... por onde você já passou?
 
Comecei em 88 ainda em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde nasci e vivi até os 30 anos. Lá trabalhei na extinta Universitária de Guarulhos que hoje tem a freqüência ocupada pela Tupi FM de São Paulo. Trabalhei em Atibaia nas extintas Antena 1 e Delta FM, na Educadora FM de Campinas, na Nova FM, na época da rádio dance e na Rádio Cidade no seu auge entre 95 e 2003.

 
Robson, em nome de todos os visitantes e equipe do Tudo Rádio.com, gostaria de agradecer a atenção dada ao portal. Deixe as suas considerações finais para os leitores dessa entrevista. Grande abraço e parabéns pelo trabalho.
 
Obrigado. Acompanho o Tudo Rádio há bastante tempo e gosto da abordagem de vocês. Aos leitores, é um prazer poder matar um pouco da curiosidade que cada um tem deste mundo mágico do rádio....]]>
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						<category>
							entrevista
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						<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=105</guid>
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							<![CDATA[Julinho Mazzei]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=105</link>
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							<![CDATA[Salve salve amantes do rádio em todo Brasil e fora dele. Espero que todos estejam muito bem. Nosso papo de hoje é uma reprodução de uma super entrevista de Claúdia Assef com ele, Julinho Mazzei. Se você ainda não tinha tido a oportunidade de conferir, vale muito a pena. 

Quando a internet era apenas um sonho de estudiosos e o Brasil vivia isolado do resto do mundo por bloqueios políticos às importações, Julinho Mazzei era uma espécie de Deus para quem queria consumir música nova. Nos anos 80, ele virou referência no FM brasileiro, comandando programas que influenciaram 10 entre 10 DJs que estavam se formando naquela época. Direto de Nova York, ele traduzia para o público tapuia, ávido por informação, tudo o que havia de relevante musicalmente na dance music, no comando de programas como os históricos &ldquo;Big Apple Show&rdquo; e &ldquo;New York Express&rdquo;. 

Misturando inglês e português num ritmo de locução frenético, ele fez escola e transformou a cadeira de disc-jóquei de rádio num posto de aspiração para qualquer DJ. Julinho passou por inúmeras rádios brasileiras, da Antena 1 a Jovem Pan, passando pela histórica Pool FM, que nos anos 80 ousou em focar a programação nos DJs. Agora ele volta ao rádio, só que com uma emissora online, totalmente comandada por ele, a Radio Blog. Direto de Miami, esse verdadeiro ídolo dos DJs brasileiros falou com o TODO DJ JÁ SAMBOU um blog sobre música e os verdadeiros arquitetos dessa arte, da escritora, DJ e jornalista Claúdia Assef, sobre como um brasileiro venceu na Nova York dos anos 70, entre outras &ldquo;cositas más&rdquo;. 

Nós aqui do Tudo Rádio pegamos uma carona e reproduzimos na íntegra essa super entrevista. Antes de começar a ler a entrevista, aproveita para sintonizar na Radio Blog.
 
Muitos DJs falam que aprenderam muito sobre música eletrônica e mixagens ouvindo você no rádio. Você tem noção que é um ícone para caras como Marky, Renato Lopes, Mau Mau etc?

Estou honrado em saber disso! Principalmente vindo de profissionais tão especiais e importantes como Marky, Renato e Mau Mau. Sou um grande fã e admirador do traballho deles. Como um dos que viram o movimento da dance music nascer no Brasil, fico muito orgulhoso de ver onde os nossos DJs chegaram. O Brasil evoluiu muito musicalmente e hoje temos DJs sensacionais, entre os mais criativos e respeitados do mundo! Fico muito feliz em saber que de alguma maneira contribuí para esse grande sucesso.
 
Você se mudou para os EUA em 1975 e foi trabalhar na rádio KTU, de Nova York. Como rolou de começar a fazer o Big Apple Show?

New York na época era o grande centro musical do planeta. A idéia de produzir e apresentar um programa onde pudesse mostrar tudo aquilo que estava rolando lá veio de uma forma muito natural. Naquela época era muito difícil de conseguir os discos, e a informação era muito lenta. O Big Apple Show foi um programa criado no momento e no lugar certos. Desde que pisei pela primeira vez em New York, fiquei apaixonado pelas rádios e pelo estilo de apresentação dos locutores locais &ndash; rápidos, dinâmicos, precisos, simpáticos, alegres e sempre usando as músicas como bases de informação. Isso sempre me chamou a atenção. Comecei então a imitá-los, misturando o português e o inglês e com isso pude criar o meu estilo que todos conhecem hoje e que até hoje imitam. (Risos) Comprei um equipamento completo e comecei a produzir o programa. Fazia ele do meu quarto. Ná época eu morava num prédio muito alto no East Side e do meu estúdio eu podia ver toda a cidade pela janela. Aquela vista maravilhosa me inspirava muito a gravar os programas para o Brasil.
 
Você foi um dos caras que começaram com os remixes no Brasil. Hoje qualquer um com um software de produção consegue remixar uma música. O que acha dessa facilidade que a tecnologia trouxe?

Realmente, a tecnologia facilitou muito o trabalho. Na minha época, o que demorava dois dias pra fazer, hoje faço em uma hora! É maravilhoso editar hoje em dia e ter toda essa nova tecnologia à disposição. Além disso, ela se tornou relativamente barata e muito acessível e com isso muita gente hoje tem a chance de criar seus próprios projetos. Isso é maravilhoso e abre novas oportunidades para uma nova geração de DJs, artistas, remixers e produtores. Hoje todos têm as mesmas ferramentas para criar.
 
Você foi coordenador da Pool FM, uma rádio que marcou para muita gente. Como foi trabalhar num nicho tão &ldquo;exótico&rdquo;, que era o dos DJs, nos anos 80?

A Pool foi uma rádio muito especial, um ninho de talentos que gerou uma enorme quantidade de profissionais. Muitos deles nasceram lá e atuam com enorme sucesso em diversas áreas. Existem hoje excelentes programadores, locutores, produtores/remixers e DJs que foram praticamente descobertos e &ldquo;lapidados&rdquo; na Pool. A minha função lá era, além de ter criado todo o estilo da rádio, plástica e programação, de também coordenar toda aquela equipe maravilhosa. Confesso que não era fácil!! Foi realmente uma época muito especial onde todos nós estávamos fazendo história sem saber. Os DJs chegavam lá, e colocávamos eles dentro do estúdio para ensiná-los a editar e criar seus próprios remixes. Abrimos espaço para muita gente nova. A Pool era um laboratório musical! Uma rádio pioneira, livre, democrática e inovadora. Acho que nunca mais teremos uma igual&hellip; espero que esteja errado quando falo isso. Que possam vir mais &ldquo;Pools&rdquo; por aí abrindo espaços, oportunidades para todos que tenham talento, e trazendo um bom conteúdo musical e informativo.
 
Como um brasileiro conseguiu se estabelecer musicalmente na Nova York dos anos 70?

Nova York nunca foi uma cidade fácil de viver ou trabalhar. Mas, ao mesmo tempo, sempre abriu portas para aqueles oportunistas com idéias novas e uma certa visão de mercado. Eu fui um deles! Aproveitei uma brecha que ninguém estava explorando na época &ndash; a de levar ao Brasil pelo rádio todas as maravilhas que estavam acontecendo. Veja bem, naquela época não existia a internet! Era um outro mundo, e a informação demorava muito pra chegar a outros lugares. Pra você ter uma idéia, fui eu que dei a notícia da morte do John Lennon em primeira mão para o Brasil, pelo simples fato de estar perto da área onde o assassinato ocorreu. Como só tinham dois telefones públicos disponíveis no quarteirão do Dakota (lembre que os celulares ainda não existiam), demorou quase quatro horas para poder ligar para a central de jornalismo da Rádio Jovem em SP para dar a notícia no ar. Se isso tivesse acontecido hoje, a história seria bem diferente. Era um mundo mais lento em tudo. Os anos 70 foram brilhantes musicalmente. Um berço dourado de estilos e fusões. A música estava literalmente no ar em todos os lugares daquela cidade. Uma loucura mesmo. Foi graças à música que consegui viver naquela selva de pedra maluca, musical e maravilhosa por muitos anos.
 
Você está tocando uma rádio online, a Radio Blog, conta um pouco como rolou?

A Radio Blog sempre foi um grande sonho meu, e agora com a chegada e a popularização da banda larga, redes de wi-fi e outras novas tecnologias, o sonho se tornou uma realidade. Hoje seria quase impossível pra mim ter uma rádio convencional. O custo operacional é muito alto. Por outro lado, uma rádio online tem um custo bem menor e uma penetração muito maior! Com a chegada da banda larga, hoje todos podem ouvir não só em seus computadores como também em diversas redes de celulares. A maioria da audiência da Radio Blog vem de acessos diretos através de celulares. A idéia de criar a RB aconteceu há dois anos. Estava cansado de gastar meu precioso tempo e talento trabalhando para outras pessoas e, como a vida é muito curta, tomei a importante decisão de seguir em frente &ldquo;voando solo&rdquo; e focando o meu tempo e energia no que eu mais amo fazer: rádio!! Acho que nesta vida a gente tem sempre que seguir o que o coração pede. Sempre tive essa enorme vontade de ter a minha própria rádio onde pudesse ter um controle total da coisa. Trabalhei em muitas rádios, mas nunca tive a liberdade de falar ou tocar o que realmente queria. Por muitos anos estive preso a regras e estilos determinados pelas empresas em que trabalhava. Agora não!! A Radio Blog é o meu grito de independência, um espaço onde finalmente posso expressar livremente todas as minhas as emoções falando e tocando o que eu quiser. A mesma coisa acontece com toda a equipe da RB. Todos aqui são livres para expressar seus sentimentos. É uma rádio democrática. A Radio Blog é o nosso canal de expressão, onde todos participam com suas idéias e sugestões.
 
Hoje com tanta informação solta pela internet ainda dá para fazer algo tão marcante quanto o Big Apple Show?!

O Big Apple Show foi um programa que rolou numa época onde a informação musical demorava pra chegar ao Brasil. Estar transmitindo um programa ao vivo daquela cidade pra o Brasil era como hoje alguém estar transmitindo um programa de Marte (Risos), era uma loucura!! As pessoas não entendiam direito como aquilo era possível. Todos no Brasil estavam com sede de informação e não tinham como consegui-la. O programa entrou com essa missão, de levar ao público informação rápida e interessante. Sempre existirão novas pessoas com novas idéias e tenho certeza que outros programas marcantes também surgirão ainda mais agora que temos todas essas ferramentas tecnológicas à nossa disposição. Hoje só não cria quem não quer! Que venha essa nova geração de profissionais e programas turbinados cheios de bom conteúdo musical e falado.
 
Os DJs de rádio foram fundamentais na história da profissão, mas talvez nem todo mundo se dê conta disso. Você ressente não ser tão reconhecido pelo grande público quanto um DJ de clube, por exemplo?

As rádios em geral abriram enormes portas para os DJs. Foi e continua sendo uma grande vitrine para mostrarem seus trabalhos. Em Nova York, por exemplo, grandes DJs foram descobertos no rádio!! John &ldquo;Jellybean&rdquo; Benitez, Tony Humphries, Carl Cox, Tony Moran, Little Louie Vega&hellip; nossa! Existe uma lista grande deles. DJs que hoje viraram ícones, verdadeiras lendas vivas e tudo porque o rádio abriu portas para que eles pudessem expressar seus talentos. Hoje em dia isso ainda existe, mas a gente sabe que muita coisa mudou. Os grandes festivais e eventos especiais rolando pelo mundo servem agora como a plataforma ideal e mais direta deles se promoverem. Um grande exemplo disso é o Winter Music Conference, aqui em Miami. Todos os anos milhares de pessoas, produtores, donos de gravadoras, fabricantes de equipamento e investidores chegam aqui para ver as &ldquo;estrelas&rdquo; em ação e também conhecer a nova geração de DJs/produtores/remixers, que aproveita o evento para mostrar seus trabalhos. Tuta Aquino e Julinho: dupla que ajudou a popularizar a dance music no Brasil. Hoje em dia eu sou muito mais conhecido como um cara de rádio do que um DJ! Apesar de mixar no ar e tudo o mais eu tenho me dedicado mais à produção e ao microfone&hellip; mas sempre que tenho uma oportunidade de mixar faço com o maior prazer e alegria. Não existe nada melhor do que estar cara a cara com o público recebendo toda aquela energia maravilhosa da pista.
 
Você é um dos caras mais citados no livro TODO DJ JÁ SAMBOU, sabia?

Fico muito honrado com isso. Muito obrigado meus queridos DJs que amo e respeito tanto por não terem esquecido de mim!
 
Bate-Bola Rápido
 
Eu sou: Julinho Mazzei
Mas poderia ser: Lance Armstrong
Rádio Blog: um sonho realizado
Um fone: Sony MDR-V700
Um microfone: Electro Voice R20
LM Music: Meu programa favorito.
Uma rádio: Radio Blog
Time do coração: Santos Futebol Clube
Um DJ: Louis Benedetti
Eu recomendo dançar no: (Paradise Garage - NY) quem conheceu sabe.
Eu recomendo jantar no: Tu Casa (Miami Beach &ndash; Florida)
Amor: música
Brasil x USA: amo o Brasil, mas prefiro viver nos USA.
Música especial: é impossível ter uma só!
Radio Flight: um momento marcante na carreira
Um arrependimento: não tenho
Uma grande voz: Marcelo Zamarian
Um grande profissional: Hélio Ribeiro (R.I.P)
Uma grande lembrança: pescarias com o meu Pai e Avô
Um sonho: um mundo mais justo para todos
SP x Miami: Miami
Sou grato a: aos meus pais
Mais amigos ou colegas: amigos
Esporte: Surfe
Julinho Mazzei by Julinho Mazzei: &ldquo;O show da vida é muito curto!! Por isso, dance, cante, pule, ame, de muitas risadas, viaje, ajude, crie, viva o momento, seja agredecido pelo que tem, não pense no amanhã, seja sempre positivo, plante árvores, leia bons livros, desligue a televisão, use filtro solar, se alimente bem, cuide do seu corpo, trabalhe com amor&hellip; viva a vida em total plenitude&hellip;.viva!!...antes que a cortina se feche, meu amigo!!&rdquo;
 
*Pronto! Esse é um dos mais consagrados locutores de todos os tempos; Julinho Mazzei, que cedeu essa bela e riquíssima entrevista ao blog TODO DJ JÁ SAMBOU e que nós do Tudo Rádio, reproduzimos para você. Agradecimentos especiais, a jornalista Claudia Assef pela cortesia e gentileza em nos ceder esse arquivo e ao próprio Julinho Mazzei pela cordialidade em nos receber. Valeu!...]]>
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							entrevista
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						<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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							<![CDATA[Simone Rigotti]]>
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							<![CDATA[Salve amantes do rádio em todo Brasil. Continuamos falando desse grande meio de comunicação de massa e lógico sobre os grandes profissionais do meio. Muito bem hoje vamos conversar com a bela profissional do rádio: Dárkila Simone Meyer Rigotti ou simplesmente Simone Rigotti que embalou durante algum tempo os momentos românticos na rádio Cidade e teve sua voz nacionalmente conhecida no Programa do Gugu, quando ainda no SBT nos anos 80 e 90. Simone, nos conta seu paradeiro, sobre rádio e o curso sobre a profissão, que ela leciona em uma grande universidade do sul do Brasil. Mate as saudades de Simone Rigotti aqui com a gente no Entrevistas.
 
Dárkila Simone Meyer Rigotti. É diferente seu nome Simone. Você tem ascendência alemã, italiana? Como é isso? De onde vem a origem de seu nome? 

Olá Rodrigo. Muito obrigada por essa oportunidade, viu? Então... Dárkila é um nome indígena americano, que a minha mãe tirou de um livro. Mas tenho ascendência alemã, italiana, ucraniana e austríaca. Uma verdadeira &ldquo;mistureba&rdquo;.
 
Nossa, muito interessante! E onde você começou a sua carreira? 

Sempre fui fã de rádio. Ouvia, gravava, sabia todas as músicas de cor. Repetia as propagandas em voz alta. Mas não sabia que esse seria meu futuro. Até que visitei uma rádio para pegar nomes de músicas para tocar na minha festa de 15 anos. Como eu já havia participado algumas vezes no ar, em promoções da rádio, eles me convidaram para um teste, na hora. Em uma semana eu estava no ar, ao vivo, com um programa só meu. Aos 15 anos de idade. Maktub (Risos) Estava escrito. Isso aconteceu em Cascavel, no Paraná. De lá fui para outras cidades, depois Santa Catarina, até que cheguei em São Paulo. Mas foi tudo muito rápido. Aos 19 anos eu estreei na Rádio Cidade, em SP. 
 
Por que achou que o rádio tinha que fazer parte da sua vida assim?

O rádio me seduziu. É um instrumento fantástico de comunicação, cultura e entretenimento. Não pude resistir.
 
O que você fazia antes da profissão?

Como iniciei na profissão aos 15 anos, antes só estudava.
 
Quem foram os seus inspiradores profissionais no rádio?

Eu ouvi algumas gravações do Emílio Surita, da Jovem Pan e fiquei encantada com aquele tipo de comunicação. Ele era meu referencial. Mal sabia eu que, em alguns anos, seria sua colega de profissão na mesma Jovem Pan II. Quando ele me apresentou no ar, no dia em que comecei na Pan, ele disse: &ldquo;Quero apresentar a nova locutora da Jovem Pan, uma das melhores... e por que não dizer, a melhor locutora do Brasil.&rdquo; Nunca vou esquecer essas palavras. Imagine, meu ídolo me apresentar assim no ar! Foi muito bacana.  
 
Você me contou antes que viajou muito ao exterior, não foi? Tudo ou todas as viagens a trabalho?

Eu fiquei 2 anos na Rádio Cidade, 96,9, em São Paulo, 1 ano na Jovem Pan, e depois mais 2 anos na Cidade. De lá fui contratada pela Voice of America, uma agência de notícias do Governo Americano, que fica em Washington D.C. Na Voz da America fui correspondente internacional ao lado de grandes monstros do rádio, como Pedro Katah e José Américo.
 
E aqui no Brasil como foram essas experiências em rádios paulistanas?

Fui contratada pelo Ênio Roberto, hoje Tupi FM, que colocou a Rádio Cidade em primeiro lugar e lá ficamos por muito tempo. Ele me levou pra SP para o horário nobre, que é das 10 até 14hs. Eu apresentava o programa Vale a Pena Ouvir de Novo, que era a maior audiência da América Latina em rádio. Também, fui locutora da Rádio América AM e professora de locução do SENAC. Fui a criadora do curso de locução para FM do SENAC SP. E como eu disse, na Rádio Cidade foram 2 anos, depois um ano na Pan e mais 2 anos da Cidade.
 
É verdade que o Gugu Liberato te ouvia na rádio Cidade e tieconvidou para o programa dele no SBT? Era o Viva a Noite ainda, não era?

Isso mesmo. Quando estava há uns 6 meses na rádio, me ligaram do SBT me convidando para uma entrevista. O Gugu era meu ouvinte e me convidou para ser locutora do programa dele. Na época o Viva a Noite. Que sorte, não é? Logo ele me mandou para minha primeira viagem internacional, que foi para Londres, para entrevistar o cantor Vanila Ice. O Viva a Noite terminou, mas sempre fiquei no SBT fazendo as locuções de todos os programas do Gugu, até o Domingo Legal, onde eu sobrevoava São Paulo num helicóptero e jogava paraquedas premiados.
 
Que beleza! Aliás, teve por um bom tempo a voz da Gislane Martins da Transamérica também, mas neste novo projeto agora na Record, a Aninha Martins da 89 FM que hoje é a voz do Programa do Gugu. Nova geração.

É verdade. O programa do Gugu na Record tá muito bacana e a Aninha tá mandando muito bem.
 
Tem saudade dessa época?

Claro que sim. Fiz muitos amigos, aprendi muita coisa. Foi uma época muito especial da minha vida.
 
Claudia Martthins lembrou de você com carinho da época do Vale a Pena Ouvir de Novo em uma entrevista que fizemos com ela. Um flashback digamos assim...

(Risos) Hummm que bacana! Um beijo para ela.
 
Hoje em dia, os ouvintes sabem mais sobre os profissionais do rádio, tem mais acesso e sabem se eles tem "olhos verdes" por exemplo. (Risos) Te incomoda isso?

(Risos) Ouvir a voz, sem saber como a pessoa é, cria muitas fantasias. Os profissionais do meio têm que saber lidar com isso. Hoje tem sites, sites de relacionamento e todas essas ferramentas que ajudam a &ldquo;matar&rdquo; essa curiosidade. Acho muito válido.
 
Nas minhas férias, fui a Florianópolis passear e queria ter te encontrado para gente falar um pouquinho da sua carreira e seu projeto atual. Muita gente perguntava seu paradeiro. Só que acabei não ti encontrando. Você anda mais reclusa apesar da vida corrida hoje em dia?

Nada. Ando a mil por aqui. Sou Mestre de Cerimônias de uma grande Universidade aqui do litoral de Santa Catarina, tenho um programa de rádio a tarde toda e além disso, apresento eventos na região, faço locuções para produtoras de todo o Brasil, criei um curso de locução dentro da Universidade, no qual leciono, etc. Adoro minha profissão e adoro desafios. Sempre fui assim.
 
Como é o seu programa na Univali? A emissora fica dentro do campus mesmo?

Entro no ar às 14hs até 18:50, de segunda a sexta. A Rádio Univali FM fica dentro do campus da Universidade do Vale do Itajaí, em Itajaí, Santa Catarina, cidade ao lado de Camboriú. O programa é musical e ás sextas-feiras apresento um programa chamado Sem Vergonha, com mais 4 apresentadores. Um mistura de jornalismo com humor. Uma delícia! Para ouvir é só acessar www.univali.br/radio 
 
Muito bom. Dado o recado. E sobre o curso de rádio da universidade?

Então, esse é um curso de extensão que eu criei aqui dentro da Univali. Formamos vários profissionais que estão no meio hoje em dia. Em agosto começa mais uma edição.
 
Entendi. É você que ministra?

Sim. Eu ministro as aulas, com mais dois professores: uma fonoaudióloga e uma atriz.
 
Conta para gente sonho antigo, que você acabou realizando. Tem a ver com a Voz do Brasil, não é?

Isso mesmo. Nas minha últimas férias estive em Brasília e fui conhecer a Rádiobrás, que hoje se chama EBC. Estive na Rádio Nacional e o Luciano Barroso me entrevistou no ar, ao vivo, por mais de 10 minutos. Foi sensacional. Tenho uma prima que é jornalista lá há 25 anos.
 
Você ficou um tempo afastada de rádio, não foi? O que fazia entre esse meio tempo?

Fiquei esse tempo afastada, mas confesso que não consigo largar o rádio. E nem quero. Não sou feliz longe dos microfones. Eu fiquei um tempo fora do Brasil, onde morei em Nova York e depois Londres. Quando estava em Londres participei de um projeto de uma rádio brasileira lá. Pena que não foi para frente. Era uma parceria de uns brasileiros com um pessoal da África e ia se chamar ABrazil. A idéia era ótima.
 
Mas hoje você está feliz com o seu novo estilo de vida, no litoral, na sua cidade natal...

Então Rodrigo, eu não nasci aqui em Camboriú. Sou gaúcha de Erechim. O litoral de Santa Catarina, é um lugar onde sempre vínhamos para passar férias. Muita gente da minha família veio morar para cá. Estou feliz, sim. Mas ainda tenho muita lenha para queimar. Não descarto nenhuma possibilidade.
 
E as mulheres e suas vozes femininas? Já existem várias profissionais no mercado. O que diz de tudo isso?

Digo que a voz feminina é aquele molho gostoso que faz o rádio ficar mais saboroso, charmoso.
 
(Risos) Lembra de algo curioso na profissão que sempre te traz ou trouxe muita alegria?

Ah, nesses anos muitas coisas marcaram. Mas lembro de algo bem interessante que aconteceu na Rádio Cidade, quando o Marcelo Braga era nosso coordenador. Ele deve se lembrar, não sei. Certo dia ele entrou no estúdio, onde eu estava no ar, e disse que era pra eu ficar calma, mas o prédio havia sido evacuado, pois tinha uma suspeita de bomba no andar de cima. Quando fui olhar pela janela todo mundo que trabalhava no prédio estava do outro lado da Av. Paulista. Estávamos só nós dois e a polícia que investigava a bomba no prédio. Entramos no ar e ele avisou que se a rádio saísse do ar era porque tinham achado algo e eu completei: ou porque a bomba explodiu. A gente riu, mas foram os 40 minutos mais longos da minha vida. Outro fato foi ter apresentado do Show da Xuxa no Olímpia. Fiquei no palco entretendo pais e crianças até o show começar, sorteando brindes. Apresentei um dia e me chamaram para apresentar novamente os outros dias.
 
Como você, muitos profissionais são de outros lugares do Brasil, mas arriscaram se enveredar nos grandes centros. Você acha que vale a pena tentar solidificar a carreira em São Paulo ou Rio de Janeiro?

Se você quer ficar conhecido nacionalmente sim. Mas você pode se realizar profissionalmente fazendo um bom trabalho na sua cidade, na sua região.
 
O que te impressiona positiva e negativamente no rádio hoje em dia?

Positivamente é o fato da internet levar o rádio para todo o planeta. Hoje tenho ouvintes em vários estados brasileiros e em outros países também. Isso é muito bacana. Negativamente são os baixos salários que algumas rádios pagam e a exploração dos profissionais. Também o fato de alguns locutores gravarem áudios muito baratos. Isso acaba depreciando nossa profissão. Temos que valorizar nosso trabalho.
 
É verdade. Concordo. Mas mudando um pouco de assunto ... Você está casada, Simone? Tem filhos, família constituída?

(Risos) Estou noiva e tenho uma filha linda de 13 anos.
 
Gostaria que a Alanis seguisse a mesma carreira da mãe?

Quero que ela seja feliz e realizada. Acredito que a onda dela seja outra. Mas ainda é muito cedo pra dizer. Não tenho o desejo que ela siga minha profissão. Mas não vetaria, se fosse o caso.
 
Pensa em voltar para televisão? Ainda tem contato como o Augusto Liberato?

Tenho contato sim. Eu gravo muitos áudios pra televisão e gosto muito do meio.
 
O que conquistou, está conquistando e gostaria de conquistar num futuro próximo.

Conquistei meu espaço como locutora e comunicadora no Brasil. A cada dia conquisto novos ouvintes e amigos. Para o futuro há muitas coisas ainda pra conquistar. Cada dia traz novas oportunidades e caminhos. Adoro isso.
 
O que tem ouvido ultimamente em casa?

Maria Gadú, Ana Carolina, Black Eyed Peas, Nando Reis, Jack Johnson, Karina Buhr, Armandinho...
 
O que diria sobre a profissão, para os mais novos na carreira?

Nunca desista dos seus sonhos.
 
O que vale mais pra você: só o talento ou o talento e o DRT?

Os dois são importantes.
 
Querem banir o diploma de Jornalismo. Você como jornalista tem uma opinião formada sobre isso?

Sou totalmente contra. Lembro quando comecei minha faculdade de jornalismo, na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. A universidade me trouxe muito conhecimento, amadurecimento e bagagem. Acho fundamental.
 
Simone, chegamos ao final da nossa entrevista. Agradeço demais o bate papo que tivemos e espero que tenha gostado. Até que enfim, acabei te encontrando. Deixe um recado aos leitores do Tudo Rádio e seus fãs, lógico.

Que pena que acabou, Tuba! Eu quero agradecer a você, o pessoal do Tudo Rádio e dizer que eu adorei poder falar um pouco sobre a minha carreira no rádio e na TV. Estou viva, viu? Sempre recebo mensagens no Orkut ou no meu blog sobre ouvintes de São Paulo, que querem saber onde estou, em qual rádio trabalho. Falando nisso: www.simonerigotti.blogspot.com Um beijo no coração de vocês e muito obrigada.
 
 
Bate-Bola Rápido
 
Eu sou: a Simone Rigotti. um ser com uma infinidade de possibilidades. 
Mas poderia ser: simplesmente a Dárkila Simone. 
Univali FM: ahhh, uma delícia de rádio. 
Um fone: não tenho frescuras. 
Um microfone: aquele que estiver na minha frente. 
Cartucheira ou Enter: tecnologia é muito bem vinda. 
Cidade FM: muito aprendizado e conquistas. 
Time do coração: Grêmio. 
Amor: minha filha Alanis. 
Música especial: Perhaps Love. 
Floripa X São Paulo: cada uma tem seu charme. Gosto das duas. 
Um arrependimento: ah, nada que valha a pena ser mencionado. 
Uma grande lembrança: meu primeiro dia no rádio. 
Um sonho: conhecer muitos países. 
Praia X Avenida Paulista: Av. Paulista durante a semana e praia aos finais de semana. 
Sou grata a: ao Sr. Artur, que descobriu um talento que eu nem sabia que tinha e me convidou para um teste na Rádio Verdes Campos, em Cascavel. 
Mais amigos ou colegas: amigos. São como diamantes. 
Esporte: caminhar. Nem que seja um footing fútil no shopping (Risos) 
Simone Rigotti by Simone Rigotti: um ser em constante evolução e transformação....]]>
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							entrevista
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						<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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			   		<item>
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						<title>
							<![CDATA[Sérgio Vernizzi]]>
						</title>
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							<![CDATA[

Salve amantes do rádio em todo  Brasil.  Quero agradecer aos emails que tenho recebido de colegas de várias  partes desse país e de simples ouvintes que também são amantes do  rádio, assim como muitos de nós. Hoje vamos conversar com o radialista  Sérgio Vernizzi, meu colega de emissora aqui em Uberaba e que é filho  de um dos monstros sagrados do rádio, que ficou conhecido como o "Homem  do Tempo", mas que já faleceu infelizmente; Narciso Vernizzi.  Sérgio nos conta algumas passagem curiosas de sua vida profissional,  suas opiniões contundentes sobre rádio e também a vida dentro e fora  do rádio, de seu pai. Foi um sonho de entrevista e que vale muito a  pena você conferir aqui no Entrevistas. 
Olá Seu Sérgio! Eu antes de mais  nada, quero agradecer pela atenção. Por nos receber, parte aqui na  sua casa, parte lá na rádio durante o seu programa. Enfim, a gente  sabe da sua correria profissional, mas mesmo assim, o senhor resolveu  conversar com a gente, para falar sobre a sua vida no rádio e na TV  e também um pouco do seu pai, hoje o já falecido, Narciso Vernizzi,  conhecido como "O Homem do Tempo". Onde tudo começou e como  foi para o senhor ínicio no rádio?
Olha Rodrigo, para mim é realmente um  prazer. Desculpa a demora em ti contactar antes e já ti peço desculpas  adiantadas se por acaso vier a me emocionar durante a nossa conversa.  Você sabe que para mim é muito difícil falar de mim e muito mais  do meu pai. Mas essa oportunidade é única e devo aproveitá-la sim.  Só não me chame de senhor, por favor! (Risos). Qual foi a pergunta  mesmo? Ah sim! Então, a minha trajetória no rádio, começou na rádio  Panamericana, hoje atual Jovem Pan, em 1952. Meu pai levou-me para  trabalhar  no Plantão Esportivo, uma criação dele na emissora. Com apenas 11  anos, comecei a conhecer e a ajudar-lo, atendendo ligações telefônicas  e fazendo rádio-escuta. 
Tudo bem! Senhor não! Você. (Risos)  Você nasceu aonde e tinha alguma ocupação antes de tentar a carreira? 
Nasci em São Paulo em 26 de dezembro  de 1940 e o rádio relamente foi o meu primeiro emprego ou como você  disse, a primeira ocupação. 
A família Vernizzi é muito grande?  A grande maioria se enveredou na comunicação? São quantos irmãos?
Mais ou menos. Mas creio que não seja  tão grande assim. Nossa família é composta por mim, pelos meus dois  filhos, Erick e Rodrigo - como você - , meu irmão Celso, como eu,  jornalista e radialista. Mas infelizmente o criador de tudo, meu pai,  já faleceu. 
A sua mãe, ainda é viva?
Sim, ainda é sim, graças a Deus. 
Daqui a pouco, vamos falar um pouco  do seu pai também, mas você gostava de ouvir alguém em especial no  rádio?
Sim. Muitos comunicadores da grande fase  do rádio, me encantaram sim, como por exemplo, os famosos astros da  rádio Nacional, Mayrink Veiga (do Rio de Janeiro), os comediantes  imortais  dessas emissoras, enfim... No rádio paulista, também acompanhei  profissionais  da Tupi, Record e Nacional. 
Pode se dizer que eles foram os seus  inpiradores, então?
Sem dúvida, viu Rodrigo. Sem dúvida.  Quantas lembranças! 
Você vai lembrar da primeiro pessoa  a tir dar a primeira oportunidade? 
Essa é muito fácil! (Risos). Foi o  meu pai. (Risos). Depois vieram muitos outros. 
É verdade. (Risos). Mas pelo fato  de você ter começado a trabalhar com o seu pai, abriu portas posteriores   na sua vida profissional, digo, se isso serviu de facilitador para o  seu futuro profissional.
Não. De jeito nenhum. Até por que eu  e papai trabalhamos muito pouco juntos, juntos mesmo. Tomei outros  caminhos  profissionais, em rádios diferentes e depois veio a televisão. Outra  coisa também era que meu pai não admitia de maneira alguma que nós,  os filhos, usássemos o nome dele e também o sobrenome da família  para alcançar postos de trabalho de destaque em emissoras de rádio  e TV. Cada um tinha que se destacar por si próprio e sua força  profissional  e sem a indicação dele. 
Vocês tiveram uma rádio se eu não  me engano no litoral paulista. O Caio Cesar comentou em entrevista aqui  no site uma vez, sobre o ínicio da carreira dele com vocês.
É verdade. Abraços considerados ao  Caio hoje em Portugal. Fiquei sabendo na época, que ele havia nos citado   nesta entrevista, mas não sabia que tinha sido feita por você. Grande  Caio César! Saudades menino! Mas então, eu e meu irmão Celso, tivemos  a Juréia FM no litoral paulista, onde encontramos o talento desse belo  jovem que citei a pouco. Na época ele estava iniciando na carreira  e hoje está muito bem consolidado no mercado, apesar de viver em  Portugal.  De vez em quando ouço a voz dele aí em algum lugar. (Risos). 
Você ouve muita rádio? O que gosta  de ouvir nas suas horas de lazer?
Olha Rodrigo, para lhe dizer a verdade  não ouço. Hoje em dia tenho me aborrecido com o que ouço nas poucas  vezes que ligo um rádio. Locuções horrorosas, repetitivas, programação  massante e falação sem conteúdo. Isso tanto em AM como FM. E vou  mais longe; não acredito nesse negócio de rádio segmentada também.  Tem muita bobagem sendo feita e sem comprometimento. No meu segmento  o AM, profissionais falam por falar e não incorpam o programa com coisas   que sejam a diferença desse programa. Fica tudo muito igual. Volto  a dizer: fala-se muito no AM sem realmente uma direção e no FM,  profissionais  abaixo da média, músicas cada vez piores e programação massante.  Gosto de ouvir música de boa qualidade, seja ela qual for o segmento,  mas tenho tido dificuldade de encontrar. 
Ok, Sérgio sua opinião é contundente  e tal, mas num seria muito radical, não? Senti na sua resposta agora,  resquícios de uma nostalgia, de um tempo em que você viveu no rádio,  que não voltará mais. Um outro tempo, talvez uma época áurea do  rádio. Isso não teria influenciado um pouco essa sua opinião sobre  o rádio hoje em dia? Afinal, vivemos em tempos diferentes agora.
Talvez sim, talvez não! Eu não sei  se seria nostalgia, o influenciador da minha opinião, mas que não  gosto do que ouço nos dias de hoje no rádio, ah isso eu não gosto  mesmo! Quem sabe não me entenda, pelo fato de você pertencer a essas  últimas gerações? 
Tá bom, eu entendo! Agora conte um  pouco para a gente, a trajetória do seu pai Narciso. Como surgiu essa  idéia de meteorologia, dar notícias sobre o tempo e a temperatura?  Vocês dois começaram juntos?
Meu pai ingressou no rádio em 1947,  criando como havia dito para você, o primeiro Plantão Esportivo do  rádio brasileiro. Depois ele dirigiu vários setores da rádio  Panamericana,  quando em 1965, ele montou o Instituto de Meteorologia do rádio. 
Mas consta que seu pai era apaixonado  por esportes ...
Sim, é verdade. Ele era formado em  Educação  Física, foi professor e árbitro de futebol amador. Isso abriu muitas  portas para ele no rádio, pelo fato de conhecer muito sobre as regras  esportivas, sobre tudo no futebol. Foi aí que ele foi convidado a  trabalhar  obtendo informações e resultados das Olimpíadas de Londres em 1948.  Logo em seguida, veio outro convite mas para comandar o Plantão  Esportivo  Permanente. 
Na verdade o que era o Plantão  Esportivo  Permanente?
Era um serviço de rádio-escuta dos  eventos esportivos do mundo inteiro em ondas curtas. Era uma grande  novidade na época, pelo fato da grande imprensa, trazer com atraso  essas mesmas informações. Meu pai ficava enfiado numa sala sempre  em contato com essas informações, atualizando todas elas em várias  línguas para o programa. Isso deu tão certo, que se tornou uma fonte  de informação para a imprensa em geral. 
E você sempre junto com ele?
Não. Só ficamos juntos trabalhando  até 1960, quando ingressei-me na televisão até 2005. 
Narciso era poliglota e chegou a fazer   viagens internacionais?
Ele estudou algumas línguas estrangeiras,   mas foi tudo meio na marra também. Ele falava inglês, francês, alemão,  espanhol e mais outros idiomas. Na verdade tudo acabou sendo uma  necessidade  pelo fato de na época, meu pai se corresponder com várias rádios  do mundo, quase que  simultaneamente, na língua de origem, pois  o português, não era ainda tão conhecido. Então daí você já imagina!  Hoje temos o facilitador, que é a internet. 
Quem inventou o nome "O Homem  do Tempo"?
Acho que foi idéia do Ney Gonçalves  Dias ou Calil Filho senão me engano. 
Que beleza! Aliás, o Calil Bassit  Neto esteve aqui na rádio dia desses, hein? Acho que foi numa  sexta-feira.  Conversamos um pouquinho sobre rádio pra variar. (Risos)
É mesmo? (Risos) Você não perde tempo  mesmo, hein Rodrigo? Mas não sabia de sua passagem aqui. 
Nesta época embrionária dos boletins  meteorológicos, havia alguém que vocês conheciam no exterior que  faziam o mesmo trabalho?
Não. Não cheguamos a saber de trabalhos  parecidos no exterior. 
Nem o David Letterman? (Risos)
Ah, Rodrigo! (Muitos risos) 
E onde era a base de vocês para obter  essas informações? É verdade que vocês tinham uma espécie de QG  do tempo?
Montamos postos meteorológicos e as  nossas informações eram exclusivas, com o recolhimento de material  principalmente da FAB (Força Aérea Brasileira) e Força Aérea Argentina. 
Seu pai chegou a fazer algum curso  sobre o assunto?
Sim, papai estudava muito. Foram cursos  da própria FAB, NASA e de técnicos do aeroporto de Congonhas. 
As previsões meteorológicas eram  somente para o rádio?
Não, em 1963 meu pai começou a fazer  previsões para a TV Record. Hoje vemos moças e rapazes formosos,  trazendo  informações meteorológicas nos telejornais, mas foi papai o primeiro  apresentador do segmento na TV e durou mais ou menos 20, 21 anos. 
O já falecido humorista Felisberto  Duarte (Homem do Tempo do Aqui e Agora, nos anos 90 no SBT) era da época   do seu pai também?
Então Rodrigo. Você disse bem; "o  humorista Felisberto Duarte". Ele nunca foi o Homem do Tempo, até  por que esse nome é registrado, patentiado e pertence hoje a mim e  meu irmão Celso, depois da morte de meu pai. Esse senhor que como você  também relembrou, infelizmente já falecido, era um conhecido humorista  da época da TVS ainda. Sílvio Santos procurou meu pai que trabalhava  em outra emissora, para que fosse para emissora dele levando suas  informações  no telejornal da época, o Aqui e Agora. Como me parece, o projeto que  meu pai teria passado para Sílvio, seria muito dispendioso, e fez com  que ele, Sílvio, desistisse de executá-lo, preferindo destacar  Felisberto  como substituto de meu pai. Passado determinado tempo, sinto por Sílvio  ter "deixado de lado" Felizberto, a ponto dele ter falecido,  abandonado profissionalmente por depressão. Uma pena! 
É verdade. Como você vê hoje as  análises sobre o tempo e temperatura das empresas do setor, ao passo  que hoje se erra mais as previsões mas mesmo assim ela estão prontas  e disponíveis na internet?
São novas fontes, novos estudiosos,  o imediatismo e lógico, a revolução do planeta contra o homem. 
Você também trabalhou com TV e  inclusive  era muito amigo do locutor Lombardi era isso?
Sim, no SBT trabalhei 32 anos com Sílvio  Santos, Lombardi e muitos outros artistas famosos. O Lombardi pouco  tempo antes de falecer, nos concedeu uma entrevista em nosso programa  atual aqui em Minas e tenho que dizer que foi uma perda sentimental. 
Quando Narciso faleceu?
Já faz 5 anos que infelizmente meu pai  faleceu. 
Sérgio, como seu pai se tornou famoso  devido as suas previsões, naquela época um jornal de grande circulação,  disse que "fotografias de satélites, cientistas e computadores  não eram páreo para Narciso, já que ele sozinho acertava essas  previsões.  Seu pai era bom mesmo?
Sim, acertava sim. Papai era muito  preocupado  e comprometido com a credibilidade e o posicionamento de suas previsões  para o ouvinte. Ele tinha um respeito enorme pelo ouvinte de um modo  geral. Ficava muito tempo no Instituto, estudando as informações daqui,  do exterior, tudo para levar uma informação confiável ao ouvinte. 
O interessante é que mais adiante  ele conciliou mesmo os seus dois mundos mais queridos: o do esporte  e da meteorologia. Eu quero que você fale sobre isso. Suas previsões  para as corridas de Fórmula 1.
É verdade, não só para a F1, mas os  eventos esportivos em geral também no exterior, para auxiliar algum  representante brasileiro respectivamente. Por exemplo, Wilson Fittipaldi   pai, auxiliava o seu filho Emerson, com as informações do meu pai.  Aí você me pergunta como? Previsão do Tempo. Informações e detalhes  da meteorologia que podiam influenciar em qual pneu o Emerson poderia  usar em cada corrida. 
Sérgio e já que tocamos no assunto,  e a história do seu pai com o piloto austríaco Nicky Lauda, hein?
Então, ele corria pela F1 e sofreu um  gravissímo acidente que quase o tirou a vida em 1976. Acho que agosto  de 76. Era uma corrida que aconteceu na Alemanha e devido a esse grave  acidente, meu pai entrou ao vivo durante a transmissão, trazendo  informações  sobre o hospital em que o piloto ficaria e colocando a disposição  os seus contatos da Alemanha, conquistados da época do Plantão  Esportivo.  Pra você ter idéia, meu pai ligou para o hospital informando que o  piloto chegaria em alguns instantes e ninguém sabia ou tinha acesso  a isso em tão pouco tempo. Conforme obtia as informações do estado  de saúde do piloto Nicky Lauda, ia usando-as como complementação  informativa durante a transmissão da Panamericana. Era mais fácil  o meu pai conseguir essa informações daqui do Brasil, do que aqueles  que estavam cobrindo o evento in loco. 
Narciso é lembrado vastamente no  livro Rádio Jovem Pan que li há 3 anos atrás do jornalista e professor  Álvaro Alves de Faria. Mesmo assim, você acha que seu pai deveria  ser maior reconhecido pelos seus trabalhos no rádio brasileiro?
Sim. Sem dúvida. Meu pai fez trabalhos  relevantes para o rádio e talvez algumas páginas somente seriam muito  pouco, para reverenciar o que dele já foi realizado. Mas ... enfim  ... 
Sua família continuou com o projeto  dele sobre meteorologia?
Apenas meu irmão Celso, continua. 
Vamos mudar um pouquinho a prosa?  (Risos) Sérgio, você lembra qual foi o seu primeiro programa quando  começou numa rádio? Quais foram as rádios e emissoras de TV que você  trabalhou?
(Risos) O meu primeiro programa em rádio  foi de entrevistas com artistas do Disco. Também fiz um programa chamado   Quinta Avenida, de muito sucesso. Trabalhei na TV Cultura, TV  Bandeirantes,  TV e rádio Tupi, TV Excelsior e algumas outras emissoras. Na rádio  Bandeirantes, com meteorologia, trabalhei 17 anos. 
Com todas essas oportunidades em rádio   e TV em um grande centro como São Paulo, por que você resolveu vir  para Uberaba/MG? Aliás você veio com toda a família, não é?
Depois de quase 50 anos de rádio e de  quase isso na TV, viemos para Uberaba, principalmente para que os nossos   filhos estudassem, mas o rádio ainda está nos dominando. 
Mas segundo me consta, você queria  comprar uma rádio aqui também. Conta a verdade Sérgio! (Risos)
Eeeee menino, é verdade. (Risos) Mas  acabou não dando certo como gostaria. 
Você está rico hoje, Sérgio?
(Risos) De felicidade e saúde, Rodrigo.  Sou muito feliz ao lado da minha família. 
Mas hoje você tem um programa de  variedades na Sete Colinas AM, é isso? Como é mesmo o nome do programa?
Isso. Apresento um programa de grande  audiência na região chamado Sete Colinas, A Dona da Noite, ao lado  de Além Mar Paranhos, que vai ao ar também no www.setecolinas.com.br   e no YouTube parece, tem um vídeo que você gravou do nosso programa  ao vivo. Se lembra? 
Lógico, lógico! Lembro sim. Você  voltaria para São Paulo, se tivesse oportunidade?
É possível. 
Você acha que todo profissional  deveria  inserir grandes centros no seu curriculo como experiência profissional?
Sem dúvida. Tudo vale de experiência  se for bem compensador. 
O que é bacana de se trabalhar no  interior que muitas vezes na cidade grande não se pode ou vice-versa?
Talvez o principal seja a simplicidade  do ouvinte. 
Quais as grandes lembranças que você  tem de rádio na sua vida?
Muitas coisas como por exemplo, a sorte  de ter trabalhado com grandes astros do rádio e TV, onde atuando como  sonoplasta, ganhei um prêmio. O Troféu Roquete Pinto. 
Qual o seu toque para os iniciantes  na carreira? 
Muita dedicação e amor pelo que faz. 
Seus filhos estão seguindo a carreira  no rádio?
Estão seguindo sim e graças a Deus  com êxito. 
Quero ti agradecer pelo bate-papo,  pela atenção. Foi muito bom! Deixe as suas considerações para os  leitores do site.
Rodrigo, muito obrigado pela cortesia.  Você é um talento nato e já ti disse isso algumas vezes. Ás vezes  acabamos nos trombando rapidamente pelos corredores, mas poucos nos  falamos a não ser por cumprimento. Gostei muito de conversar com você  e espero que tenha gostado assim como toda a equipe do Tudo Rádio.  É difícil falar da gente, até por que são muitas lembranças e a  grande maioria que se remetem ao meu pai, mas fico feliz, muito feliz  em ter feito um relato de algumas passagens da minha vida profissional.  Abraço a todos e muito obrigado, mais uma vez. 
Bate-Bola Rápido   
Eu sou: Sérgio Vernizzi
Mas poderia ser: eu mesmo, com erros  e acertos.
Sete Colinas AM: uma grande emissora
Lição de Vida: trabalho, honestidade  e humildade.
Rádio ou TV: os dois.
Time do coração: Corinthians.
Amor: minha esposa e meus filhos.
Internet: será o futuro da comunicação.
Narciso Vernizzi: um grande homem, meu  querido e saudoso Pai.
Música especial: muitas, difícil  menciona-las.
Tempo ou Temperatura: tempo bom para  viver.
Saudades de: muitos companheiros eu já  se foram.
Um arrependimento: de ainda não ter  feito tudo que gostaria.
Uma grande lembrança: das fases de ouro  da TV e do rádio.
Uma grande satisfação:  de tudo  que eu fiz.
Um sonho: ter uma chance de criar grandes   profissionais para o rádio.
Sou grato a: todos, em especial a Deus
Meu Melhor Amigo: meu pai, minha esposa  e meus filhos.
Sérgio Vernizzi por Sérgio Vernizzi:  Sérgio Vernizzi.

...]]>
						</description>

						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=102</guid>
						<title>
							<![CDATA[Claudia Martthins]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=102</link>
						<description>
							<![CDATA[Olá colegas
de todo Brasil. Mais uma vez, estamos por aqui trazendo um super
papo, com mais uma grande personalidade do rádio brasileiro. Ela fez história
também a frente do programa Vale A Pena Ouvir de Novo,
na extinta rádio Cidade FM. Depois de passagens em algumas outras emissoras
inclusive no AM em São Paulo,
a locutora Claudia Martthins

resolveu deixar a capital e voltar ao interior paulista. 

 

Nesta
entrevista ela nos conta um pouco de sua carreira, da proximidade de seu
aniversário, agora dia 13 de maio, da Ótima FM de Pindamonhangaba - do
apresentador Celso Portiolli - e do programa que ela
vai estrear no mês da Copa, na Pool Web Radio. Vale a pena você conferir no Entrevistas.

 

Oi Claudia, que bacana a gente poder
aproveitar essa oportunidade de conversar com você tão próximo assim do seu
aniversário. Obrigado pela atenção. Está tudo bem com você?

 

Sim,
Rodrigo. Obrigado você, pela lembrança.

 

Muita gente acompanha a sua vida profissional e lógico que curiosidades aparecem.
Onde começou a sua carreira?

 

Profissionalmente
em 1986 em Madrid na Espanha.

 

O que você fazia antes da profissão
e onde você nasceu?

 

Estudava no
Rio de Janeiro minha cidade natal.

 

Tinha um outro sonho quando criança?

 

Pra ser bem sincera, não. (Risos)

 

Quem foi aquele ou aquela que te
inspirou na carreira?

 

A
indiscutível Monika Venerabille

é a minha musa inspiradora no Vale a Pena Ouvir de Novo.

 

Que beleza! Bem lembrado, aliás conversamos com ela aqui no site algum tempo atrás em
uma entrevista também e ela nos contou da sua vida na Nativa do Rio. Um beijo Monica. Agora Claudia, você lembra daquele que foi o
primeiro a te dar uma oportunidade profissional em rádio?

 

Que legal!
Ela é genial, não é? Beijo também pra Monica. Então
Rodrigo, a pessoa responsável que me disse: Nossa! Você tem talento... foi o Edson Cambraia.

 

Como surgiu a idéia de trabalhar em
rádio? 

 

Desde
pequena, quando pedia a minha mãe pra me levar aos programas de rádio na Radio
Tupi e Globo AM no RJ.

 

Aham! Então você já estava maquinando, hein? É verdade a história de que
ainda na Espanha, o Marcelo Braga, hoje na Rede Mix,
te convidou para substituir a Simone Rigotti na
Cidade FM? Em que ano foi?

 

(Risos)
Quando voltei de Madrid em 1988 estava com muito sotaque. Decidi ir para o Vale
do Paraíba mais precisamente São José dos Campos. O Delano
Vaz me deu a oportunidade de começar em rádio no Brasil, na extinta 97,5
Bandeirantes FM. O Marcelo me fez o convite em 1995 quando eu estava na Stereo Vale.

 

Você teve que fazer algum curso
intensivo para poder estrear?

 

Fiz o curso
de rádio ministrado pela Radio Nacional do RJ.

 

Tem um certo
glamour a nossa profissão. Você acha chique trabalhar em rádio?

 

Ah!
Rodrigo, eu sempre gostei do ambiente.

 

Já ficou deslumbrada alguma vez por
causa disso, do glamour e tal e sentiu que tinha que dar uma baixada de bola?

 

Não. Graças
a Deus sempre fui transparente e bem dedicada a minha profissão.

 

Quantos anos você já tem de
profissão?

 

Este ano
completei 23 anos.

 

Qual é a sua opinião sobre o
polêmico tema “DRT de rádio"?

 

Pois é, há
tempos que se discute isso no meio, mas a minha opinião é: “estude, dedique-se,
estude”...

 

Hoje em dia canais de informação
como o rádio, sites informativos e até a TV, dão oportunidades para o ouvinte,
o telespectador e o leitor mandarem suas informações sobre determinado assunto.
Muita das vezes até áudio ou imagens são também
enviadas. Acha mesmo que para ser jornalista é necessário o diploma?

 

É
fundamental que haja uma formação para que no futuro se tenha base para exercer
a profissão. Claro, que uma "pitada" de talento também é muito bom.
(Risos)

 

Você tem algum ídolo(a)
no rádio?

 

Julinho Mazzei e Marcelo Braga.

 

Pratica ou gosta de algum esporte em
especial?

 

Atualmente
não, mas estou precisando. (Risos)

 

(Risos) Mas o que costuma fazer nas
suas horas de lazer, de folga?

 

Vou ao
cinema, teatro, shows. Adoro! (Risos)

 

Você tem participado de redes
sociais na internet. Já se familiarizou com todas elas?

 

Sim
Rodrigo. Nos encontramos onde? No Twitter
ou Facebook?

 

Acho que foi no Facebook

sim, que nos falamos a primeira vez, mas no Twitter
confirmamos a entrevista.

 

Eu não me
lembro direito, mas sei que você queria, por que queria falar comigo. (Risos)

 

Lógico! Tínhamos que coincidir esse
nosso papo com o seu aniversário, agora dia 13 de maio, ora bolas! Você não
gostou da idéia? (Risos)

 

(Risos)
Claro que gostei. Estou brincando com você. Mas obrigada pela
"coincidência de datas". (Risos)

 

Mas Claudia, me
diz uma coisa: você está solteira, casada ou encaminhada? Tem filhos?

 

Não para todas
as perguntas, Rodrigo.

 

Como você lida com o assédio
masculino pelo fato de ser uma mulher pública?

 

Não de boa,
trato meus ouvintes com muito respeito e carinho. Não rola nada, não.

 

E quanto as
mulheres?

 

Também.
(Risos)

 

Conta para gente, depois de algum
tempo na Band, agora você está na Ótima FM em
Pindamonhangaba? Qual é o programa e como fazemos para te ouvir?

 

Isso mesmo.
Apresento Manhã da Ótima das 8 as 12h, e o quadro
declaração de amor. www.otimafm.com.br

 

Mas muita gente lembra de você no clássico
programa Vale a Pena Ouvir de Novo na Cidade FM ou Sucesso FM. Em que ano foi?

 

Pois é.
Foram dez anos de programa por lá apresentados de 1995 a 2005.

 

Eu lembro das traduções das
músicas... 

 

É verdade,
Rodrigo. Eu também me lembro e me emociono muito.

 

Como é,
hoje você tem um estúdio próprio também, não é? Uma empresa.

 

Tenho uma
empresa de Comunicação onde presto serviço e também um home studio.

 

Me conta como foi a sua experiência em AM. Gostou?

 

Foi
fantástica, aprendi bastante e ter Paulo Barbosa, Paulo Lopes, Eli Correa como companheiros de trabalho; não tem preço.

 

Você trabalhou na
89 na época da Rádio Rock?

 

Não, foi na 89 mas na gestão do Waguinho.

 

Ah tá,
entendi! Como é a sua rotina diária?

 

Atualmente
levanto as 5h30 e venho para Ótima completamente aliviada, sem stress e
trabalhando realmente com quem entende do que faz.

 

Já tem algum projeto futuro?

 

Fui
convidada e estréio na Pool Web
Radio com Happy Hour em
junho.

 

O que? Que beleza! Essa é notícia é
exclusiva pra gente?

 

Bem Rodrigo,
eu acho que sim. (Risos)

 

Só tem fera por lá no Dream Team do Mazzei

e nos mês da Copa você inaugura seu programa.

 

(Risos)
Isso mesmo. Convido a você e a todos os leitores do site para ouvir.
www.poolwebradio.com.br

 

Qual foi o seu melhor momento na carreira?

 

Depois da
Rádio Cidade a Ótima FM.

 

Qual foi o lugar mais inusitado que
reconheceram você, a sua voz?

 

No metrô em São Paulo. (Risos)

 

Ainda pensa em voltar para a
Espanha? Que rádio de lá você nos recomendaria ouvir?

 

Voltaria
com certeza. Eu recomendo a Rádio Nacional de Espanha. www.rtve.es/radio/

 

Qual o seu conselho para aquele
estudante da área e que deseja ingressar na carreira?

 

Não pensar
que trabalhar em rádio é apenas uma brincadeira de ganhar rios de dinheiro, e
sim muito desempenho, dedicação, amor principalmente e não esquecer do talento.

 

Aniversariante Claudia Martthins. Chegamos ao final da nossa entrevista. Toda
nossa equipe está desejando Feliz aniversário para você. Parabéns!!

 

Ah! Que pena, Rodrigo! Obrigada meninos!

 

Deixe suas considerações finais e um
recado especial para os leitores do nosso site.

 

Então,
primeiro quero te agradecer pela entrevista, Rodrigo, a lembrança do meu
aniversário e tal, desculpe a correria, mas espero que os leitores do Tudo
Rádio curtam o nosso papo e que continuem acompanhando o meu trabalho, que é
sempre feito com muito carinho e amor. Obrigado a todos vocês e valeu mesmo.

 

Bate Bola Rápido

 

Meu nome
completo é: Ana Claudia Martins de Oliveira; (CLAUDIA MARTTHINS) numerologia.

Eu sou:
extrovertida. Mas poderia ser: menos estressada.

Ótima FM:
essa é daqui do coração!

Time do
coração: Hummm...

Amor: minha
família.

Microfone: neuwman

Cidade FM:
referência profissional.

Um belo
homem: aquele que eu possa ter.

Uma bela
mulher: minha mãe.

Saudades
de: da minha mãe.

Um
arrependimento: não me arrependo de nada.

Uma grande
lembrança: meus 21 anos no Bateau Muche,
em Paris.

Uma
satisfação: sair de São Paulo e voltar para o interior.

Vale a Pena
Ouvir de Novo: Because You Loved.

Uma viagem:
Inglaterra.

Um sonho:
Já realizei todos graças a Deus.

Meu melhor amigo(a): DEUS!

Sou grata
a: minha mãe.

Lição de
vida é: trabalhe menos, viva mais. Sua saúde é primordial.

Claudia Martthins por Claudia Martthins:
mais experiente....]]>
						</description>

						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Thu, 13 May 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=101</guid>
						<title>
							<![CDATA[Roberto Nonato]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=101</link>
						<description>
							<![CDATA[O Tudo Rádio.com tem a honra de apresentar uma entrevista exclusiva com Roberto Nonato, profissional da CBN FM 90.5 AM 780 e da Antena 1 FM 94.7, ambas de São Paulo. Boa leitura!

Conte-nos brevemente sobre a sua trajetória profissional para nossos internautas, como começou em rádio? Verdade que foi no litoral norte de SP?

Olá, Fernanda! É verdade, comecei fazendo rádio na Beira Mar, emissora de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Entrei em rádio com 17 anos, inclusive meu primeiro coordenador foi o Wagner Rocha, hoje na 89. Sempre gostei muito de rádio e desde cerca de 15 anos imaginava trabalhar no veículo. Depois, servi o Exército e fui para Antena 1, aos 20 anos. Entrei logo depois na Excelsior, atual CBN, passei no FM pela Jovem Pan 2 e Eldorado e voltei para Antena 1 em 1993. Além disso, já fiz locução de cabine na TV Globo e gravo documentários, além de já ter tido experiência em apresentação de telejornal. Acho que isso é um resumo de atividades. (rs)

Seu trabalho é mais conhecido como o de um jornalista-Âncora da CBN do que propriamente de locutor. Qual gosta mais? Locutor ou âncora?

Acho que como âncora de uma rádio jornalística você tem mais proximidade com o ouvinte, mais interação, e consegue detalhar mais determinadas coisas. Por outro lado, como locutor, tem a interpretação que é sempre um exercício maravilhoso. São coisas que se complementam, mas entendo que o âncora tem mais possibilidades de funcionar como intermediário para auxiliar na vida das pessoas, já que detalha fatos que podem afetar a vida cotidiana.

Você é um dos apresentadores mais antigos da Rede CBN; como foi acompanhar o crescimento da emissora que foi pioneira na transmissão da programação em AM e FM simultaneamente no país? Como foi esse início para a CBN?

Eu estou na CBN desde o início, são 19 anos na rádio, um tempão. Foi um projeto absolutamente corajoso e que desafiava alguns conceitos da época. Será que era possível fazer uma rádio all news? O tempo mostrou que sim e a fórmula foi vitoriosa. Hoje, também temos a tecnologia a favor. Quando entrei na rádio não tínhamos o computador na programação, havia divisão de editorias e jornais com muitos blocos, além de um estilo manchetado. E quando a rádio foi para o FM foi outro desafio. Será que o FM comporta essa programação? Mais uma vez, a decisão se mostrou acertada e a solução deu muito certo.

A CBN sempre foi sinônimo de jornalismo sério e na época de formato inovador, porém diziam que a emissora não daria certo, hoje a CBN é uma das emissoras mais sólidas do sistema Globo de rádio. O que você acha que foi predominante para a rádio dar certo?

Acho que o ponto principal é a credibilidade. Isso só se constrói com o tempo, com seriedade e comprometimento. A CBN fez ampla cobertura das maiores crises políticas e de outros fatos que mexeram com o país. Essa participação ativa, ouvindo sempre todos os lados envolvidos e procurando explicar a informação, é o combustível para que a rádio seja hoje sinônimo de jornalismo sério.

Houve um episódio em que uma afirmação sua causou certa polêmica em alguns blogs e sites especializados durante uma palestra sobre jornalismo e rádio em uma Universidade de São Paulo e que você comentou que o AM estava acabando. Passado algum tempo desde então, as pesquisas mostram que a audiência do AM vem perdendo gradativamente para o FM. Ainda acredita na morte decretada da Amplitude Modulada? Por quê?

O que disse é que o público de AM tem diminuído e hoje poucos ouvem o rádio AM. Alguns entenderam que eu estava deixando a freqüência de lado e ressaltando apenas o FM. O que quis dizer é que se não melhorarmos o som da transmissão poderemos continuar perdendo ouvintes. Hoje em dia, poucos jovens ouvem AM, algo diferente de alguns anos atrás. Acho que é necessário pensar nisso e não ficar apenas imaginando que nada deve ser feito e que tudo tem de continuar como está. Por isso, disse que é necessário ter algum tipo de mudança. O som dos veículos raramente consegue ser bom para o AM, acho isso um problema e tanto, afinal quantas pessoas não passam parte de suas vidas nos carros?

Acho que as rádios caminham para se utilizar da internet também, numa convergência inevitável, e essas ferramentas devem ser usadas pelo AM também. Atualmente, na rádio Globo essas ferramentas são utilizadas com ampla participação do ouvinte, seja pelo Chat ou pelo blog, é esse tipo de mexida que deve resultar em pontos positivos.

Se O AM tem um futuro ainda que incerto, você acredita que as FM´s vêm exercendo um papel relevante ou ainda continua fazendo mais do mesmo?

Acho que são relevantes. É claro que tem muitas que fazem mais do mesmo, mas hoje observamos também uma segmentação maior. Algumas buscam um público adulto, tem as que procuram os jovens, outras seguem pelo rock, sertanejo, popular. Isso tudo, além das jornalísticas. Nesse sentido, entendo que há uma evolução, que é mesmo lenta, mas, me parece, consistente. São segmentos com concorrentes, o que é bom para o ouvinte.

Com o grande volume de informações e notícias, é possível levar ao ouvinte uma informação de qualidade? Como vocês trabalham isso na CBN?

Acho que o fundamental é levar uma informação na absoluta certeza, por isso a checagem é importante. A informação deve ser dada somente quando todos os lados foram ouvidos, sem a necessidade de ser o primeiro, mas ser o correto. É isso que faz com que uma emissora possa ter credibilidade e informação de qualidade.

É notório que  muitas emissoras foram parar nas mãos de grandes grupos de comunicação, mostrando assim certo monopólio e também muitas igrejas assumindo o controle de certas freqüências. Qual é sua opinião sobre isso em relação ao rádio: pode sair desse &lsquo;bolo&rsquo; algo bom?

Acho que isso depende de quem faz essa emissora. Se o grupo for conduzido por pessoas que entendem do veículo, certamente teremos algo bom. Você pode até não concordar com aquele veículo, mas ele será bem feito e você terá  os concorrentes para comparar. Portanto, essa seleção fica a cargo dos ouvintes, como outros meios de comunicação.

Falando um pouco sobre seu trabalho como locutor, muitos ouvintes não sabem, porém além da CBN você também faz horário na Antena 1 de SP  e as manchetes jornalísticas. Como é fazer locução em uma das rádios onde quanto menos o locutor fala, melhor? É menos trabalho?

Em relação a jornalismo é menos trabalho que na CBN, até porque a emissora é totalmente voltada para a música. Mas, apesar de menos trabalho, tem a seleção que afunila, o que realmente interessa para o ouvinte? Como escolher a nota jornalística que vai ao ar? Por ser, uma rádio absolutamente musical, procuramos trazer notícias que não sejam necessariamente aquelas que estão na capa dos jornais. Buscamos notas menos divulgadas, mas que sejam interessantes. É claro que, dentro de um cenário que não possa ser ignorado, a notícia será dada. Casos como terremotos, morte de alguma personalidade e coisas do gênero não ficarão de fora.

Em relação a locução, quanto menos se falar é melhor, pois entendemos que o ouvinte  quer a música. Mas, isso não deixa de ser um complicador, pois o pouco que se fala deve ser bem pensado e, ao mesmo tempo, mostrar que tem alguém ali. É necessário ter um equilíbrio entre essa pouca fala e essa demonstração de que o locutor está ali, o que não é tão simples.

Como foi trabalhar na rádio Excelsior? Lembra de alguma história curiosa para dividir com a gente?

Foi uma época de aprendizado. Trabalhei com locutores mais antigos, aprendi a controlar a ansiedade, aprendi com jornalistas mais experientes sobre o que era mais relevante numa cobertura jornalística e coisas assim. Quanto à história, tenho uma engraçada: certa vez, estava fazendo um programa e o operador caiu da cadeira. Mas, a cadeira foi para trás e ele ficou com os pés levantados, quase operando a mesa com os pés. Na hora, fiquei preocupado que ele pudesse ter batido a cabeça e, ao mesmo tempo, deu vontade de rir, pois a cena ficou engraçada. O pior de tudo é que o microfone estava aberto e tive de continuar fazendo a locução sem ajudar o rapaz e sem demonstrar qualquer aflição. No final, deu certo e ele não se machucou.

Qual estilo você gosta mais de fazer em rádio: jornalístico ou musical e por quê?

Essa é uma pergunta difícil, pois gosto das duas funções. O rádio musical é aquele usado para relaxar, embalar seus momentos, e fazer rádio musical com programação que você gosta é melhor ainda. Eu falo que é uma diversão. Por outro lado, como sou jornalista, adoro o rádio desse segmento. Tem interação com o ouvinte, você traz informações que podem alterar o dia da pessoa que está ouvindo, se mantém informado. Gosto mesmo dos dois estilos, mas, se tivesse que escolher, seria o jornalismo.

O que acha das rádios hoje em dia? Acredita que tem qualidade ou elas usam das mesmas &lsquo;técnicas&rsquo; para obter audiência sem grandes inovações? Acha que com o uso da internet, Ipod´s e MP3 o interesse em ouvir rádio continuará o mesmo?

Eu acho que sempre há alguma inovação. Além disso, você tem reinvenções, atualizações, algumas com mais qualidade e outras com menos. As novas ferramentas tecnológicas estão aí, cabe se adaptar e acho que o rádio faz isso, na medida em que você tem emissoras nos celulares, na internet. Sem contar que o rádio continua funcionando como um companheiro para muitas horas. Acho que tem espaço para todos e, ao mesmo tempo, uma integração é inevitável.

Nós profissionais questionamos muito a questão de vários profissionais não qualificados para a função de locutor atuarem como tal. Hoje, vemos muitos cursos inclusive pela internet que não garantem a qualidade e o preparo necessário para a função. Acredita que a vocação da locução se aprende em escolas? Qual sua opinião?

Acho que vocação não. Mas, nas escolas ocorre um aperfeiçoamento, você conhece técnicas, estuda estilos e melhora sensivelmente. Por isso, é importante verificar o local para um curso.

Quais suas expectativas futuras em relação ao rádio?

Acho que o rádio continuará com seu papel de informação, prestação de serviços e entretenimento por muito tempo. Talvez, com uma segmentação cada vez mais sólida. Com a presença de novas mídias, o veículo ganhou concorrentes, mas, como disse anteriormente, tem espaço pra todo mundo e o rádio vai se reinventando e continuará atraindo ouvintes e interessados.

Com a não exigência do diploma de jornalismo pelo STF para exercício da função isso pode acarretar futuramente uma queda na qualidade dos profissionais que trabalham com a informação. Na CBN a formação de um futuro profissional para ser contratado na emissora é levado em conta? O que acha dessa decisão jurídica?

Sim, a formação é levada em conta. Particularmente, acho que é necessário ter algum tipo de qualificação, pois é uma maneira de disciplinar a atividade. Nos bancos escolares ou universitários, você aprende noções de ética, as diferenças entre textos para os vários veículos, a importância de checar a informação ao máximo. Certamente, um profissional que tenha acesso a isso terá mais condições de se adaptar a uma redação e desenvolver um trabalho melhor.

Tem alguma coisa que gostaria de fazer em rádio ainda?

Sinceramente, não sei. Talvez coordenar uma rádio direcionada à música Black. Adoro o estilo (rs)

Soube que você é palmeirense roxo. Conseguiria narrar um jogo do seu time sem tomar partido (com ele perdendo) para o Corinthians ou qualquer outro time sem se abalar? (hehehe) Você acha que é possível haver esta imparcialidade no rádio?

Tinha que ser para o Corinthians? (rs) Fernanda, tenho certeza que conseguiria, sim. Acho que você pode ser isento. Ou seja, sou palmeirense, mas trato o Corinthians com isenção e qualquer outro time. Na rádio Globo, gravo as chamadas do futebol e gravo para o jogo do Corinthians com a mesma empolgação. Acho que na vida temos de ser isentos e assim conseguimos ter um bom retorno de nossas atividades, pois trataremos todos com o mesmo peso, apesar das preferências. 

Tem alguma história ou gafe que já aconteceu com você no rádio? Conte pra gente!

Sinceramente, a única que lembro foi tirar a música que estava no ar. Isso foi no início da carreira, ainda em São Sebastião, tocando vinil. Mas, essa acho que todos que trabalham com música já fizeram. (rs)

Qual conselho você daria para aqueles que querem seguir uma carreira no rádio; seja como jornalista, seja como radialista?

Acho que o fundamental é se manter focado naquilo que quer fazer. É importante gostar de ler, pois somente bem informado é possível desenvolver um bom trabalho. E humildade sempre.

O que um futuro locutor precisa para desenvolver um bom trabalho?

Desenvoltura, criatividade, estar bem informado, prestar atenção na dicção e estar disposto a aprender sempre, pois as coisas estão sempre mudando, seja na tecnologia ou na linguagem do veículo.

Gostaria que seu filho seguisse seus passos ou recomenda escolher outra profissão?

Se ele quiser, não vejo problemas.

A segmentação do rádio ainda continua como tendência para os próximos anos? E o advento do rádio digital, o que muda para o rádio e para o profissional, haverá alguma mudança positiva?

Sim, acho que a segmentação será  algo cada vez mais sólido nos próximos anos. Quanto ao rádio digital, não sei. Pelo que vejo, ainda vai demandar muito tempo.

Deixo este espaço aqui para suas considerações finais e seu contato disponível para os leitores do site.

Fernanda, obrigado pelo espaço, é  sempre um prazer falar de rádio e jornalismo. Isso leva a uma troca de idéias e considerações, o que é sempre recomendável em qualquer segmento da vida. O e-mail é nonato@cbn.com.br ou nonato@antena1.com.br. Abraços.

Para finalizar, gostaria de fazer um jogo rápido:

Roberto Nonato por Roberto Nonato:

Sonho: mais segurança

Lugar especial: minha casa (sempre)

Comida preferida: simplesmente um bife com fritas

Paixão: coca-cola

Uma frase: não tenho uma frase preferida 

Uma música: No meio de tantas, dizer apenas uma é um pecado

Palavra que não gosta de ouvir no rádio: plantão!

Se não fosse locutor, seria... dj, músico ou produtor, enfim algo ligado à música

O rádio para mim é: um veículo fascinante e companheiro de várias horas. 
 
 ...]]>
						</description>

						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=100</guid>
						<title>
							<![CDATA[Marcelo Café]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=100</link>
						<description>
							<![CDATA[Salve amigos do rádio de todo Brasil. Saudades de todos vocês! As festas de final de ano, estão chegando! Curtam elas com sabedoria! Hoje o nosso papo é uma mini entrevista que conseguimos fazer mais uma vez com Marcelo Café - que já havia sido entrevistado aqui em Agosto de 2007 - que nos conta com muita emoção, como foi depois de quase duas décadas, sair da Jovem Pan 2 e se mudar profissionamente para o Grupo Bandeirantes. Ele durante algum tempo se absteve de falar, querendo apenas se concentrar na sua mais nova vida profissional. - "Cara, a gente pode conversar depois? Ainda estou pilhado!" Ok, respeitamos, mas chegou a hora e com exclusividade, conversamos com Marcelo Café - Band FM, aqui no Entrevistas. Curta só! 

Passaram-se mais de dois anos que conversamos aqui para o Tudo Rádio, não é Marcelo? Mas agora sei que você tem muitas novidades. Conte para a gente então, quando você recebeu o convite, qual foi a sua reação e como assimilou que depois de tanto tempo na Jovem Pan, você estava mesmo sendo assediado? 

Pois é verdade. O tempo urge! (Risos) Dia 1 de Dezembro de 2009, fiz dois meses de Band FM. O namoro começou no final de Julho e foi ficando sério. Noivamos e me casei com a Band, no dia 1 de Outubro. (Risos). Na verdade, sempre tocávamos no assunto de eu ir para o grupo Bandeirantes, mas nunca foi aprofundado. Isso até chegar o mês de Julho. Aí, num papo informal, veio a pergunta: "Café, você quer vir para a Band?" Essa pergunta foi EXATAMENTE a uma hora da manhã em ponto do dia 29 de Julho de 2009 por MSN. (Risos). Eu até arquivei a conversa toda! De lá pra cá, a coisa foi ficando cada vez mais séria. Dormi muito mal aquela noite e muuuuitas outras depois. Só pensava nisso tudo; pesando TUDO na balança, conversando com minha família e deixando a razão se apoderar das minhas atitudes, tentando manter a emoção longe. 

Quem foi a primeira pessoa que você contou a novidade? 

A Minha Mãe! 

Que bacana! Como foi mudar para uma emissora de outro segmento e qual horário você está fazendo na Band FM agora? 

Sair do segmento da Pan para atuar em um completamente diferente, era apenas um, dos meus muitos desafios como profissional. Eu estava saindo de uma empresa que me acolheu por quase duas décadas, para entrar em uma outra enorme, que eu não conhecia 99% das pessoas. Era estúdio novo, programa operacional novo, pessoas novas, músicas novas; enfim, TUDO novo! Fui super bem recebido na Band! A diretoria fez tudo certinho! Depois do convite, houve uma festa muito tradicional na Band chamada SEO JOÃO! É uma festa no meio do ano, onde todos os funcionários participam e montam várias barracas com comidas típicas das regiões onde tem afiliadas da Band, com shows ao vivo e grandes nomes da casa. Resumindo, uma festa espetacular, que já me deixou de boca aberta quando entrei. Eles me cercaram e me convidaram para essa festa. Saí do ar na Pan e fui pra lá. Fiquei bobo com tudo que vi; com a grandeza da coisa toda! Nesta festa, tive o prazer de ser apresentado ao Johnny Saad e apertar a mão dele. Não foi dito nada de quem eu era; mas me apresentaram a ele. Aí pensei ...caramba! Eu nem decidi ainda e já conheci o dono de tudo isso. (Risos). Não resisti a tudo e aceitei o convite depois do almoço que tive com os diretores - que aliás, foi antes dessa festa. Estou no ar das 13h as 17h, sendo que, das 13 as 14h é em rede nacional e o restante só para São Paulo, pelo menos, até então! 

Qual foi a sensação do último dia na Pan e o primeiro dia na Band? 

No meu último dia de Pan, ainda não tinha a certeza de que sairia, pois precisei tirar 15 dias de licença para uma cirurgia na boca - que daria um livro essa história - e mais 15 de férias acumuladas, em seguida. Minha decisão mesmo, foi há uns 10 dias antes de terminarem as férias, portanto, não passei pela certeza de estar fazendo meu último horário na Pan. E no dia que fui me demitir, não quis entrar no estúdio do ar. Estava totalmente emocionado! (Risos). Já minha estréia na Band, foi outro capítulo importante de minha vida. Assim que me demiti, precisei de mais uns dias para me recuperar da minha cirurgia e de toda a loucura que estava na minha cabeça. Vocês não imaginam como ficou minha cabeça! Então, acordei numa quarta feira, liguei para a minha namorada, para um agente de turismo e me mandei para os Estados Unidos, para esquecer de tudo. Mas foi impressionante! Eu acordava de madrugada lá, cantando a vinheta de entrada de break da Band. (Risos) Não conseguia me desligar. Até que chegou o grande dia. 
A estréia! Todos da Pan, inclusive o Tutinha, me pediram para avisar a estréia. Não avisei! (Risos) Não queria mais um peso nas minhas costas: o de saber que TODOS estavam me ouvindo naquele momento. Pedi a direção da Band para ficar sozinho no estúdio e deixarem apenas uma pessoa comigo para me ensinar a mesa. Na hora que abri o microfone, entraram todos no estúdio fazendo a maior festa. Achei sensacional! Meu coração já estava na boca, mas graças a Deus, deu tudo certo. 

Quem você gostaria de agradecer ou de lembrar por estar vivendo uma nova fase profissional? 

A Deus, a São José meu protetor, a Nossa Sra Aparecida, a minha mãe, minha irmã, a Ju minha namorada, que me aguentou totalmente pirado nesse período (Risos) e a meu grande amigo e irmão Marcelo Siqueira. Esse esteve, está e estará comigo pela vida toda, como, com quem, onde e quando for. Mas, tem mais e tambem importantes agradecimentos: Ao Tutinha, que me deu uma mega força quando fui me demitir. Me elogiou e me botou lá em cima e a quem devo o nome que fiz no rádio. A todos os amigos - e são muitos - que fiz na Pan nesses anos todos; ao seu Tuta, que também me disse sábias palavras no dia de minha demissão. E também quero deixar aqui registrado, que recebi muuuuuitas mensagens assim que anunciei minha demissão; via mail, orkut, facebook, twitter e telefonemas e dizer que TODAS, mas absolutamente TODAS as mensagens, foram me dando força e desejando boa sorte! NINGUÉM me disse: "Olha Café, pensa bem! Vê lá, hein?" Isso me marcou e me impulsionou de vez! 

Marcelo Café! Ti agradeço mais uma vez esse super papo que você exclusivamente cedeu para a gente e que foi, digamos, um Conto do seu Diário Profissional. Nós do Tudo Rádio, ti desejamos Boa Sorte e lógico Boas Festas, para você e sua família. Muito obrigado! Aproveite e deixe também o seu cartão de Natal e de Feliz 2010 aos seus ouvintes e aos leitores do Tudo Rádio. 

Tubaraum, obrigado a você ao pessoal do Tudo Rádio, a todos que acompanham meu trabalho; aos amigos; ouvintes antigos e aos novos da Band. Que Deus abençoe a cada um, dando Paz, Amor, Mesas Fartas, Dinheiro, Paciência, Sabedoria, Harmonia, Garra, Vontade, mas sobretudo, SAÚDE; pois sem ela, todo o resto perde o sentido! Um Super Natal e um 2010 MARAVILHOSO, com muita Band FM para todos nós! Abraços!...]]>
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						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=99</guid>
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							<![CDATA[Patrícia Liberato]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=99</link>
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							<![CDATA[O Tudo Rádio tem a honra de entrevistar a rainha do radio paulistano, a voz feminina marcante do FM popular, Patrícia Liberato, a locutora que embala as tardes da Transcontinental FM, emissora que acaba de se consolidar como vice-líder de audiência no maior mercado radiofônico do país. Essa Uruguaiana com alma brasileira está no radio há 25 anos com carisma e um show de simpatia.

Patrícia com quantos anos você veio para o Brasil?

Vim de Montevidéu muito pequena, com dois anos de idade.

O que te despertou para seguir carreira no rádio?

Pois é, a minha paixão sempre foi a música. Meus tios e avós são músicos.  Nunca consegui aprender a tocar nenhum instrumento, mas fui conhecer uma rádio quando fui morar com meus pais no interior de São Paulo, e aí foi paixão a primeira vista!...rsrsrs

O rádio sempre foi um sonho ou uma opção profissional?

Foi uma feliz coincidência, graças a deus! Sempre fui muuuiiito tímida!!!!

Como foi seu início e como isso aconteceu?

Então! Vim do Uruguai pequena, moramos em vários lugares de São Paulo, e meu pai é funcionário dos correios. Aí em 1983/84 fomos morar em Itapeva (SP) e depois em Itararé (SP). Em Itapeva, tinha uma amiga que namorava o principal locutor da cidade, chamado Mick Flávio, sensacional, e foi então que ele me convidou pra fazer um teste. Foi onde tudo começou.

Alguém te inspirou no rádio?

Poxa... Nunca prestei atenção aos locutores, pra falar bem a verdade!...rsrsrs.... mas uma coisa engraçada....nós tínhamos uma situação financeira bem difícil na época, e nem rádio tínhamos, então, quando eu queria ouvir música, assistia ao Serginho Café  na TV Bandeirantes, no programa super especial, aí conheci ele numa transmissão de carnaval no Anhembi e falei: &lsquo;sabe, acho que acabei no rádio por sua causa...&rsquo; ele riu e hoje tenho muito orgulho em ser colega de trabalho dele...nos falamos muito por twitter...

Atualmente, você ouve rádio?

Ouço muuuiiito!!!!!!!! Ouço o Pânico, ouço o Daniel Daibem no sala dos professores que adoro!!! Ouço tudo que posso da  Eldorado, da Nova Brasil, 89 FM, Metropolitana, Mitsubishi FM, Band News, Kiss FM, enfim...

Qual a maior dificuldade para um profissional que está começando no rádio?

Nossa, acho que a dificuldade normal de se firmar no mercado e se fazer respeitar, principalmente sendo mulher!

Todo início é difícil. Quais as dificuldades que você encontrou no início e ao longo da sua carreira?

Risos...salário baixo, escalas desumanas,e homens achando que podem te xavecar a vontade!!!!

Você que já teve passagem na Cristal FM 93,5 de Itapeva (SP) e na Cruzeiro do Sul FM 94,3, de Itararé (SP), o interior é realmente uma grande escola para os profissionais que estão começando?

Sem sombra de dúvidas! A melhor escola do mundo... l á fiz programação, locução, operação de áudio, folgas, lavava os cachorros que cuidavam da rádio (isso em Itapeva!)...rsrsrsrs...aprendi demais!!!

Como aconteceu o convite para vir para a capital?

Trabalhava nas Casas Bahia, de faturista, o salário não dava e fui fazer um teste para a antiga rádio Globo, e depois para uma rádio que nem conhecia que se chamava Líder FM. Passei e comecei a fazer então rádio popular.

Por ser o maior centro de mídia do país isso te assustou?

Não! Me deu muita alegria!!!!

Muitas pessoas ainda te associam a extinta Líder FM, essa foi sua primeira rádio na capital paulista?

Sério??? Achei que nem lembravam mais... rsrsrsr... foi sim, minha primeira rádio na capital, sou muito grata... foi onde comecei com programação popular...

Por ser um mercado muito disputado, é difícil ter grandes amigos nessa profissão?

Acho que não, muito pelo contrário tenho grandes e queridos amigos de muito tempo

Pode citar alguns desses amigos?

Claudia Martins, Girassol, Nilton Lobo, Paulo Sérgio Souza, Claudio Fumaça, Betinho, Lalá Moreira, Pardini, Zé Américo, Ivan de Oliveira, Bene Alves, Marquinhos Silveira, Claudia Alexandre, Xuxu (divulgador.) nossa tanta gente!!!

Como foi sua passagem pela rádio América AM de São Paulo?

Infelizmente foi muito rápida meu coordenador  na Líder, na época, o Paulinho, não me deixou continuar, aí sim, fiquei muito triste, mas mesmo assim, adorei o pouco tempo

A rádio popular tem sempre espaço entre os ouvintes, prova disso é que as três primeiras colocadas na capital paulista, segundo dados do IBOPE, cultua esse segmento. Você acha que esse formato sempre vai dar certo ou precisa ser renovado?

Acho que tudo depende de saber como é o perfil do ouvinte naquele momento específico, e aí se adaptar

Você faz rádio popular. Já teve vontade de fazer outro estilo de locução?

Talvez rádio jornalismo, quando comecei no interior, fazia estilo jovem.

A forma que você se comunica é contagiante. Qual o segredo?

Sério??? Que ótimo! Fico feliz!!! Mas não sei se tem segredo faço o que sinto, tem dias que to até meio down  mas respiro fundo, e vamos lá.

O mercado de vozes femininas em grandes centros é mais escasso, ao que você atribui isso, falta de interesse ou oportunidades?

Falta de oportunidades e também as pessoas acham que as vozes femininas são todas iguais, se fosse assim,  com os homens seria a mesma coisa, né?...rsrsrs

Segundo dados do IBOPE em algum horário você atingem o primeiro lugar, ao que você atribui esse sucesso com os ouvintes?

Olha isso é fruto de muito trabalho e perseverança de uma equipe, capitaneada por gente que sabe fazer rádio: Cid Luiz Jardim, e neste horário, principalmente, pelo meu patrão, o Cidinho, que cuida de cada detalhe. Liga pra falar o que  não ta rolando bem, enfim tem muita pesquisa, trabalho e dedicação de toda uma equipe nisso eu sou a finalização o laço do pacote!...rsrsrsr

Quais os projetos da Transcontinental FM para buscar o primeiro lugar da audiência?

Acho que é continuar com o trabalho que já é feito há muito tempo! Seguimos nosso caminho, é isso!

O que você pensa sobre a digitalização do rádio no país?

Puxa não tenho uma opinião formada  ainda

Qual o futuro do rádio no Brasil com o crescimento da internet?

Bom, aí isso realmente me preocupa!...rsrsrsr...acho que teremos que gerar mais conteúdo, e não ficar no vitrolão, porque hoje em dia quem quer ouvir música, baixa em qualquer lugar, né?

Além do rádio você tentou ingressar na política. Como foi essa experiência? (se candidatou a deputada federal)

Olha foi maravilhosa! O contato corpo a corpo é a melhor coisa que já vivenciei e ver de perto as necessidades das pessoas, que você sabe que existe, mas quando entra numa favela, vê uma mãe se virando em mil pra manter sua família, com filha de 13 anos grávida, marido desempregado, e um filho de 8 que chega as 10 da noite com uma caixa de engraxar sapatos nas costas aí você vê que não ta fazendo nada pelo seu próximo e tanto dinheiro é desviado e tão pouco é necessário pra não se passar fome!!!!

Ainda pretende tentar a carreira política outras vezes?

Não sei não desanimei não, viu?!...rsrs...só estou  me reestruturando e analisando a cena

Você tem outros projetos na sua vida profissional?

Tenho sim estou fazendo mestrado em jornalismo talvez uma hora dessas vá para a docência vamos ver

Bom! Quero agradecer a você Patrícia Liberato, em nome do Tudo Rádio, por essa entrevista, e deixo aqui um espaço para que você transmita uma mensagem a todos os seus ouvintes e aos que acompanham seu trabalho.

Olha muitíssimo obrigada pelo espaço, pelo carinho e respeito e ter uma matéria no Tudo Rádio é uma honra! To super feliz pelo resultado no Ibope, e pela  receptividade do público que nos acompanha que deus abençoe a todos e um maravilhoso 2010!...]]>
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						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=98</guid>
						<title>
							<![CDATA[Ruy Balla]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=98</link>
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							<![CDATA[Salve colegas do Brasil. O nosso bate papo aqui no Entrevistas, é com Ruy Balla que assumiu recentemente o seu novo projeto agora na Jovem Pan 2, depois de uma conturbada saída da Transamérica. Ele fala um pouquinho sobre isso, mas também fala sobre sua chegada na Pan quase coincidentemente, com a saída de Marcelo Café, hoje na Band. Vale a pena conferir. 

Quando você recebeu o convite, qual foi a sua reação e como assimilou que depois de tanto tempo na Transamérica, você estava mesmo tomando outro caminho? 

Estou na Pan desde Maio ou Junho, até me perdi. (Risos). Quando o Christovam me chamou foi para começar devagar, sentir se eu iria me adaptar e ir aos poucos crescendo. Por isso comecei nas folgas, até chegar ao horário fixo, isso eles já previam que acontecesse cedo ou tarde e deu tudo certo. Depois de minha conturbada saída de lá, buscava novos rumos, por isso foi fácil, todos aqui me ajudaram muito. 

Quem foi a primeira pessoa que você contou a novidade? 

Não lembro se foram meus pais ou minha esposa ... não lembro, tô ficando velho. (Risos). 

Como foi mudar de emissora e qual horário você está fazendo na Pan? 

A mudança foi tranquila, ótima, a Pan tem um clima sensacional para se trabalhar. Existe uma responsabilidade natural, por ser a maior rádio do país, mas dá para ficar tranquilo e mostrar o que tenho de melhor. Estou de Segunda à Sexta das 18 às 22 horas na Pan SP 100,9. 

Qual foi a sensação do último dia na Transamérica e primeiro dia na Pan? 

O último dia lá foi muito ruim mesmo. Minha saída foi conturbada, cercada de histórias erradas, de falsidade, de mentiras, de traição, enfim esse é um papo para uma outra conversa mais específica. Não gosto nem de lembrar, pois tudo gerou impressões absurdas de mim, comentários maldosos, sem o menor fundamento de pessoas desqualificadas e desprovidas de conhecimento sobre meu trabalho, mas a vida é assim mesmo, deixa prá lá. O primeiro dia na Pan foi fantástico, com muita energia, foi bom voltar ao ar, ainda mais numa emissora como a Pan. 

Sua chegada digamos, quase coincidiu com a saída de Marcelo Café hoje na Band. Dois profissionais que durante muito tempo permanceram nos seus antigos times. Algo como Rogério Ceni e Marcos? 

Sem dúvida é mais ou menos por ai. Ambos ficaram muitos anos, quase que se confundiam com parte da história de suas emissoras. Mas a diferença é que o Café teve uma saída muito legal, as pessoas sentiram muito essa mudança, por serem amigas de verdade, sinceras com relação ao que ele significava aqui na Pan. Até hoje ele é lembrado com enorme carinho por todos e continua com laços grandes de amizade. No meu caso como já citei, fui simplesmente ignorado pelas pessoas. Os que me criticaram (e ainda criticam) por tudo o que houve com minha antiga emissora, não sabem de nada mesmo! Nem como foi meu trabalho, nem o que fiz e não fiz, muito menos quais os motivos de minha saída. Eu fiz muito pela rádio nas minhas duas passagens por lá e a rádio também foi importantíssima em minha vida. As pessoas, os seres humanos infelizmente me decepcionaram demais. Mas infelizmente é assim que as coisas funcionam. Ajudei muita gente por lá, ensinei, orientei, mostrei caminhos, dei oportunidades e depois nada. Me viraram as costas. Mas é normal, todos precisam de pessoas que se importem conosco, que realmente gostem de nós, em todos os sentidos. Não tenho mágoas, de verdade. Mas o mundo dá voltas ... e numa dessas voltas, terão a oportunidade de ver onde erraram.  

Quem você gostaria de agradecer ou de lembrar por estar vivendo uma nova fase profissional? 

Em quem acreditou em mim, no meu talento, profissionalismo, na Pan especificamente o Christovam, o Marcelo Eduardo e o Tutinha. Os 3 foram ótimos comigo e podem crer que irão ter além de um profissional dedicado e capaz, um amigo para sempre. E lógico Deus, minha família, minha esposa, minhas filhas e meus pais, eles foram e estão sendo espetaculares. Nos momentos difíceis é que vemos quem é quem nessa vida meu amigo! 

Seu cartão de Feliz 2010 aos seus ouvintes e também aos leitores do TudoRádio. 

Que a galera ligada no Tudo Rádio tenha um Natal de amor, paz e união e que em 2010 continuem a seguir o site, comunidades, fóruns e tudo o que rola nesse site muito bacan que divulga e ajuda os profissionais de nosso meio. Força, coragem, dedicação e verdade acima de tudo nesse novo ano que vem por ai! Abração e obrigado Tuba, você e a rapaziada do TR são grandes parceiros!!!
 ...]]>
						</description>

						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=97</guid>
						<title>
							<![CDATA[Hermann Stipp]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=97</link>
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							<![CDATA[Salve colegas de todo Brasil! Hoje vamos conversar com um profissional de Taubaté que já algum tempo está no casting de locutores da Rede Mix. Ele fala sobre a sua carreira no interior e também hoje em São Paulo. O papo é com Hermann Stipp no Entrevistas aqui no TudoRádio. Confira.

Olá Hermann, hoje vamos descobrir um pouco do profissional Hermann Stipp. Onde tudo começou e como foi para você o ínicio no rádio?

Obrigado Tuba pelo convite, viu? A gente está sempre acompanhando o trabalho de vocês pelo site e estão de parabéns! Mas então ... comecei aos 15 anos na cidade de Taubaté no interior de São Paulo no ano de 1989. A rádio 98,3 FM colocou uma chamada convocando pra fazer um teste de locutor. Era uma chamada engraçada esses que a gente vê na TV convocando para as Forças Armadas. Eu fiz e depois de uma semana me chamaram.

Curiosidades a parte,  você nasceu aonde e rolava alguma ocupação antes de tentar a carreira?

Nasci em Taubaté e antes de entrar em rádio eu cursava o último período do SENAI-SP. Como passei no teste da rádio tive que abandonar o curso nos últimos três meses. Eu tinha 15 anos e quando falei lá na escola que iria ser locutor da rádio, a galera caía no chão de dar risada. Ninguém acreditou. Como sempre fazia pegadinhas com a turma, pensaram que era mais uma. Só acreditaram quando me ouviram no rádio no intervalo das aulas no pátio da escola.

Já teve alguma pessoa do rádio na família?

Sim, meu pai Stipp Jr. Foi um grande comunicador da Rádio Aparecida ao lado de Cid Moreira, Leite Sobrinho , Reinaldo César - pai do César Filho - e outros grandes nomes da época de ouro do rádio. Época em que trabalhar em rádio tinha status de artista global. Com a TV chegando forte, meu pai foi ser repórter internacional do jornal O Estado de São Paulo e em 1975 fundou o seu próprio jornal chamado Diário de Taubaté. Hoje o principal jornal da cidade.

Grandes exemplos você já tinha em casa, que legal! Gostava de ouvir alguém em especial?

Pois é, já pensou? Ainda gosto de ouvir. Eles que ficaram ricos e não fazem mais horário. (Risos). São vários, mas em especial: Serginho Leite, Tavinho Sesc, Beto Rivera, Marcelo Braga, Alexandre Medeiros, Lui Riveglini, Wagner Rocha, João Luis, Cristovan Newman, Beto Keller, Domenico Gato e por aí vai. Todos diferentes com algo em comum. Muito talento pro rádio.

Então acabaram eles, sendo os seus inspiradores na carreira.

Com certeza. São profissionais diferenciados.

Muito bom, agora Hermann, será que você vai lembrar do primeiro cara que ti deu a primeira oportunidade?

Sim, foi o dono da 98,3 FM de Taubaté, ex-prefeito Waldomiro de Carvalho. Porém, oportunidade de verdade é quem além de apostar em você ti dá condições de crescer profissionalmente. Nesse caso sou eternamente grato ao Ricardo Beringhs da Rede Difusora de Taubaté. Um dos melhores diretores de rádio por esse interior de São Paulo.

Conte um pouco para a gente, a sua trajetória no rádio.

Então, fiz poucas, porém, boas rádios. Sou radialista desde 1989. Iniciei a carreira na 98 FM de Taubaté, em 1992 fui para a Cultura AM da cidade. Em 1993 me transferi para a 99FM onde fiquei até o final de 2000. De 1997 até 1999 apresentei o programa HORA DO BANHO aos sábados pela 99 FM. Primeiro programa de humor produzido e apresentado ao vivo por uma rádio do Vale do Paraíba. Em 2001 me formei em jornalismo pela Unitau - Universidade de Taubaté. Em fevereiro de 2001 fui para a Rádio Record de São Paulo. Trabalhei na Emoção FM da - alguns meses antes dela fechar - e gravava comerciais na Record AM. No final do mesmo ano retornei ao Vale do Paraíba para coordenar a produção e promoção da 99 FM. Em março de 2004 voltei para São Paulo dessa vez pra trabalhar na Mix 106.3.

Pensava em fazer outra coisa quando ainda era criança?

Pensava em ser palhaço de circo. Consegui, só não uso maquiagem nem trabalho em circo. (Risos).

Você tem alguma alegria ou tristeza que sempre se lembra no rádio?

Alegria quando entro para trabalhar todos os dias. Espalhar bom humor faz bem pra alma. A maior tristeza foi ver os estagiários abraçados chorando no estúdio da Record pelo fechamento da rádio. Aquilo sim foi uma Emoção FM.

É verdade! Posso imaginar, mas como pintou o projeto de trabalhar na Mix?

Em 2000 Marcelo Braga já estava na Mix e precisavam de um folguista. Como já havia trabalhado com o Marco Antônio - hoje diretor artístico Rede Mix - ele me deu um toque para eu colar e fazer um teste. Porém quando cheguei para fazer o teste já havia preenchido a vaga . Meu piloto ficou então com a Eliana Chuffi e assim que a Rede Mix foi implantada, novas contratações foram necessárias. Em 2004, fiz a estréia na Mix de São Paulo.

A emissora ainda estava na Paulista ou já tinha ido lá para o bairro do Paraíso?

Sim. Isso mesmo. Na av Paulista 900 prédio da Gazeta! Nós ainda usávamos cds, imagina? (Risos).

Qual foi o seu primeiro programa quando começou numa rádio?

Nunca me esqueço dele (Risos). Era um programa de especiais. Todo dia um artista diferente. Entre meio dia e 1 da tarde na 98FM. O programa de uma hora se chamava: "Aperte o Play o Locutor Sumiu". Eu na maior vontade de falar e tinha que entrar no ar, anunciar o especial e pular fora! Resumindo, falava apenas na abertura e fechamento do programa e terminava. Todos na rádio se divertiam com a situação. Mas como eu tinha apenas 15 anos estava de bom tamanho.

Trabalhar em emissoras das grandes capitais, você acha que ainda vale a pena?

Não acho que seja de todos, mas uma grande parcela tem esse sonho. Trabalhar na capital não vai te deixar rico, mas vai ti proporcionar um crescimento profissional muito bom. A responsabilidade aumenta e a pressão é maior, porém, você estará cercado de outros bons profissionais e de uma estrutura de trabalho, geralmente mais avançada. Quem tiver a humildade de assimilar essas coisas pode vir que é bem legal! Se você quer crescer como profissional, vale sim. Só por dinheiro, nem tanto.

Então dá um toque importante para os iniciantes na carreira.

Tem um ditado que eu sigo a risca: "Ame o que você faz e não precisará trabalhar um dia se quer de sua vida". Quando eu fazia a madrugada na Mix eu dormia pensando que às 2 da manhã eu acordaria para  ir ao quintal de casa brincar de rádio, ouvir música e falar besteiras com os amigos. Depois de 4 horas "me divertindo" voltaria para casa, descansaria e teria o dia todo livre. O melhor de tudo é que ainda me pagavam no fim do mês! Maravilha não é?

Concordo, fazendo a coisa com amor, ela flui bem melhor mesmo! Gostaria que seus filhos seguissem a carrreira?

Se for o desejo e a vocação deles, darei o maior apoio. Rádio é legal pra caramba. Não curto quem deprecia o meio. Diz que rádio não dá camisa para ninguém. Já vi ótimos locutores que abandonaram a carreira por ouvir essas coisas. É chato.

Hermann, quero ti agradecer pelo bate-papo, pela atenção. Foi muito bom! Ano Novo e tal deixe as suas considerações para os leitores do site.

Também curti muito! Quero agradecer a você Rodrigo, pelo convite, abraços ao pessoal do Triângulo Mineiro. Sempre que posso vou sempre passear aí e aproveitar para mandar um abraço para a galera do TudoRádio. O site que é referência em todo o Brasil. Bom Ano Novo a todos e também aos ouvintes da Rede Mix. Tudo de bom, abraços. 

Bate-Bola Rápido

Eu sou: Locutor de rádio.

Mas poderia ser: Locutor de supermercado, praça, shopping, carro de pamonha. São tudo a mesma coisa. Só muda o local de trabalho.

Mix FM: A Ferrari das rádios.

Um microfone: Quando a voz é do Ferreira Martins pode ser qualquer um, no meu caso é o Neumann mesmo.

Um fone: SONY V7

Enter X Cartucheira: O Enter é mais fácil colocar a "culpa" quando da branco na programação, mas a cartucheira dava mais vibração e vida nas rádios. Cartucheira.

O Rádio: Vai se modificar nas próximas décadas como nunca antes, mas sempre vai estar presente na vida das pessoas.

Time do coração: Sociedade Esportiva Palmeiras

Amor: Deus, esposa e filhos.

Música especial: São muitas. Música e cheiro são duas coisas que não se esquecem nunca na vida. É só bater para lembrar!

Um arrependimento: Não tenho.

Uma grande lembrança: Meu primeiro dia na rádio em 1989. Frio na barriga, diarréias e afins...

Uma grande satisfação: Trabalhar com quem trabalhei no passado e com as que trabalho atualmente como Marcelo Braga, Marcos Vicca e todos os locutores da MIX.

Um sonho: Coordenar a Z100 em New York. Já que é sonho vamos viajar! (Risos)

Sou grato a: Todas as pessoas que me ajudam a ser um alguém melhor.

Mais amigos ou colegas: mais irmãos.

Hermann Stipp versus Hermann Stipp: Luta de Sumô com empate técnico.
 ...]]>
						</description>

						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
					</item>

			   
			   		<item>
						<guid>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=96</guid>
						<title>
							<![CDATA[Tatiana  Hovoruski]]>
						</title>
						<link>http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=96</link>
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							<![CDATA[2010 chegou e o Tudo Rádio começa o ano com tudo. Em entrevista, a musa da Nativa FM 95,3, Tatiana  Hovoruski conta tudo com exclusividade sobre a carreira, curiosidade e os bastidores da rádio que é uma das três primeiras colocadas (segundo dados do Ibope) na capital paulista.

Tati, de onde vem à paixão pelo rádio?

Na verdade eu fui me apaixonando, pelo rádio... Ao contrário da maioria dos locutores, eu nunca sonhei em trabalhar em rádio... Caí meio que "de paraquedas", rsss... Eu fazia a faculdade de arquitetura, em campinas, interior de São Paulo... Tinha acabado de passar para o quarto ano e era amiga de uma locutora que na época trabalhava na Educadora FM ( Fernanda Pavani)... Certa vez, quanto fui visitá-la na rádio, o coordenador na época  me ouviu falando ao telefone e disse que eu tinha uma boa voz... Nem dei atenção, disse que meu negócio era desenhar e não falar... Três meses depois,  ele me chamou para fazer um teste, eu fiz, passei, larguei a faculdade de arquitetura e estou aqui , há vinte anos.... Não me pergunte o porque, mas senti que tinha que aceitar...

Resultado: ganhei duas grandes paixões... O rádio e meu marido, que era o &ldquo;tal coordenador&rdquo; rsss coisas do destino que ninguém consegue explicar...

O começo de tudo foi na Educadora FM 91,7 em Campinas? Com quantos anos?

Quer entregar minha idade né???  Eu era uma menina praticamente rss... Foi no carnaval de 1989, tinha 20 anos ....  Mas fiquei pouco tempo na educadora (cerca de três meses)...  Não deu nem tempo de saber  o que era o rádio e o quanto de responsabilidade que esse veículo nos impõe... Considero na verdade minha primeira rádio, a Transamérica de Curitiba que trabalhei por dois anos e meio... Depois em 1991 fiz a Transamérica do Rio de Janeiro, em  1992 a extinta rádio Cidade do Rio... Depois vim para São Paulo e  então trabalhei na Transamérica, Jovem Pan 2, Band FM e finalmente vim para Nativa, dia 13 de agosto de 2001... Até que eu andei né ???

Você por muitos anos fez um estilo totalmente diferente de locução na Jovem Pan 2. Qual a maior dificuldade que você encontrou na locução popular? 

Nenhuma!!!  Na verdade me ajudou demais... Minha locução hoje é muito diferente das rádios populares justamente por isso, minha escola é o rádio jovem... Então eu não tenho muito aquela coisa melosa, de falar toda meiguinha.... Tenho um &ldquo;time&rdquo; mais acelerado, sou direta, não enrolo... Sou totalmente &ldquo;moleca&rdquo; no ar ( até assovio as vezes)... O que pra mim não é muito difícil, afinal de contas, como diz meu filho &ldquo;minha mãe é misturada com criança&rdquo;, rsss ...

Mesmo no programa romântico que faço, não sou melada... Falo num tom mais baixo, coloco mais a voz, uso os graves, a interpretação... Mas não arrasto....

Qual desses estilos você se identifica mais?

As rádios jovens têm seus encantos.... Mas as populares são demais!!! Pra nós comunicadores, não dá pra comparar... Nas rádios jovens os ouvintes nem sabem direito quem está ali falando... (salvo algumas exceções)  querem ouvir música... Já a rádio popular e principalmente a Nativa, tem uma relação muito íntima com os ouvintes... Fazemos parte da rotina deles, da vida deles... Pra se ter uma ideia, tenho ouvintes, que na mesa do café tem um lugar para mim... Eles colocam o rádio ocupando  um lugar como uma pessoa da família... Isso não tem preço... Esse é um de vários e vários exemplos, que se fosse contar, precisaria de outra entrevista .... Rádio popular é muito, muito, muito, boa !!!!

Se pudesse escolher um determinado estilo de programação, qual estilo você gostaria de fazer?

Sou meio eclética pra música, se fosse fazer uma rádio não teria nenhum estilo, porque gosto desde Chico Buarque à Fabio Jr., de &ldquo; Supertramp e Journey&rdquo;  à Kelly Clarkson...

Mas também têm alguns pagodes que me agradam, sertanejão raiz, romântico e até rap... Só não sou muito ligada em funk ...

O carisma da sua voz reflete uma mulher forte e determinada. Qual o segredo para estar sempre com alto astral?

Sou determinada mesmo... quando quero uma coisa luto até acabarem minhas forças, me empenho...... trabalho mesmo... trabalho duro... sou caprichosa e até um pouco ciumenta com meu trabalho... e tenho que confessar que até agora consegui conquistar tudo aquilo a que me propus  alcançar...  quanto a minha alegria, bem... dizem que quando nasci eu não chorei... dei uma gargalhada pra vida... mas essa minha determinação pode ser um  dos segredos da minha alegria também... tenho prazer em tudo que faço... amo de verdade o que faço... amo a vida.... e sou muito grata a Deus por tudo que tenho e conquistei...

Seu dom para o romântico é evidente, esse é o estilo de programa que você mais se identificou?

Não é dom não... Apenas sou mulher.... E toda mulher é romântica, não adianta negar... Umas demonstram mais outras menos, mas nesse caso não tem exceção.... Aí aproveito o programa pra colocar pra fora tudo que sinto...

O Paixão Nativa é o programas mais ouvido do segmento romântico, a que você atribui esse sucesso?

Eu acredito que não exista uma fórmula mágica para o rádio... Mas eu costumo trabalhar com a verdade... Nesse programa tem sempre uma mensagem no final, são fábulas, poemas, textos de auto ajuda, etc... Eu escolho pessoalmente cada texto, ou por muitas vezes escrevo o que sinto... Recebo centenas de mensagens todos os dias, mas se o texto não me toca... Não vai pro ar!!! E nos recados procuro me colocar no lugar do ouvinte, passar a verdade deles em cada palavra... Pra mim, só funciona assim...

Você é casada com o Alexandre Hovoruski (um dos grandes profissionais do rádio do país), ele te da muitas dicas?

Tenho que confessar que até hoje tenho um certo receio de perguntar a ele como estou e o que preciso mudar... (ele é muito crítico e se não gosta de alguma coisa ele fala mesmo... precisa estar muito, muito  bom para ele fazer qualquer elogio)  mas eu acabo  perguntando e ele me ajuda muito...

Mas elogios, posso contar nos dedos os que ele me fez nesses 20 anos... O que é bom, pois sempre procuro melhorar...

Como é sua relação profissional com ele? (Alexandre Hovoruski)

Ele é meu ídolo, sempre foi... Sei que sou suspeita pra falar, mas não existe no mercado um profissional tão completo como ele... Costumo dizer que &ldquo;ele é o cara&rdquo;!!!!

Muito do que sou  profissionalmente, devo a ele...

Como é fazer parte da equipe Nativa FM?

É como fazer parte de uma família... Lutamos juntos, sorrimos juntos, brigamos, choramos... E perdendo ou ganhando permanecemos juntos... Somos parceiros, cúmplices.... Quando um cai, tem sempre uma mão pra  segurar...

Posso classificar essa equipe da nativa como "rara"... Não se encontra em qualquer lugar...

O ambiente da equipe é muito bom. Qual o segredo para essa harmonia?

Vou resumir em uma palavra "respeito"... A equipe, embora muito pequena, é muito forte... Com profissionais incríveis... Somos fãs uns dos outros... Nos respeitamos e admiramos o trabalho e o talento de cada um ... E isso nos torna diferentes, únicos.

O que você destaca na Nativa FM para estar entre as três primeiras colocadas? (segundo dados do Ibope)

Sem dúvida nenhuma a comunicação da rádio... Como já disse, temos uma intimidade única com os ouvintes... um laço afetivo e verdadeiro com cada um deles... É um respeito com esse ouvinte, que poucas rádios têm... E eles (os ouvintes ) percebem isso... Sabem que na nativa vão encontrar uma rádio  que, como costumo dizer, "não é feita de qualquer jeito não&rdquo;!!!!

Além de fazer a Nativa FM e ser coordenadora na Conteúdo Radiofônico, você desempenha outro trabalho ligado ao rádio?

Já fiz, não faço mais... Já trabalhei dois anos e meio, fazendo cabine, no SBT... Já fui voz padrão da Rede Mulher e fiquei mais de um ano na &ldquo;Conteúdo&rdquo;... Mas sabe como é.... Nas minhas horas vagas, tenho que ser dona de casa, esposa e mãe... Imagine: casa, marido, dois filhos e dois empregos...  É complicado...

Hoje até faço alguns ofs, pra Tv Band... mas nada fixo.... Só a rádio mesmo.

Novos profissionais estão surgindo no mercado, muitas vozes femininas têm você como referencia. Como se sente sendo o espelho de muitas delas?

É uma honra... Fico feliz demais... Quem diria que um dia eu seria referência de alguma coisa, rsss

Qual sua maior realização profissional?

A que ainda está por vir...

Estou sempre em busca de algo novo, diferente, de um aperfeiçoamento...

Qual foi o momento de maior alegria na sua carreira?

Nossa... Tantos!!! Que difícil responder com um exemplo só... mas vamos lá: em Curitiba, quando a Transamérica foi segundo lugar no ibope geral e primeiro no segmento jovem... foi inesquecível!! Como era a minha primeira rádio, de verdade e tinha uma equipe muito pequena, a gente fazia de tudo, até telefone, um locutor atendia para o outro... não tínhamos estrutura nenhuma (não tinha nem cadeira pra sentar, rss... É verdade!!! Eu fazia dupla, ou casal como se fala hoje, com o "saudoso" locutor Roger Villela e no studio só tinha uma única cadeira para o locutor do horário... então a gente pegava a lixeira colocava uma tampa de madeira, sentava e fazia o horário feliz!!! Nem blindado o studio era)... E vencemos, na raça, no gogó e no suor de cada um...  Lembro como se fosse hoje, quando chegou o resultado da pesquisa... eu saí gritando e chorando pela rádio toda... a gente se abraçava e chorava... foi incrível...  Posso dizer que foi um dos momentos mais felizes de minha carreira....

O crescimento da internet ameaça de alguma forma o radio?

Na minha maneira de ver, não... Porque fazer rádio boa e ao vivo, custa muito caro e dá trabalho... E a internet, ainda vai demorar um bocado pra dar um retorno financeiro significativo...

Existem várias rádios na internet... Mas  a grande maioria é gravada, com uma programação que roda sozinha, não tem o "frescor e a emoção&rdquo; do estar ao vivo... De poder surpreender o ouvinte... De mudar uma música na "hora" porque combina mais com o clima que está fazendo no dia... Ou porque o ouvinte pediu... E no caso das rádios populares, mais ainda... Primeiro, porque o acesso a internet é bem menor, depois porque na internet não se manda beijo, não se oferece música, o ouvinte não fala no ar... Isso sem falar que a conexão cai, picota, tem que fazer download de novo, o provedor dá defeito, rssss

Mas é indiscutível, que a internet é uma realidade, que cresce a cada dia, e em alguns anos, será parte fundamental de uma rádio, mas jamais a substituirá. Por exemplo, a nativa será sempre ouvida, ou via FM, internet, rádio satélite, celular, etc.

O bacana hoje da rádio internet, é que ela já atende a alguns nichos que o rádio não consegue, ou não quer atender, como por exemplo, rádios de música clássica, jazz, smooth jazz, anos 60,70, 80, heavy metal, e até rádios rock, que tem hoje um público completamente carente.

O rádio ao vivo é mágico, consegue surpreender de uma maneira única...  É a arte da imaginação, da emoção... E isso não acaba!

A discussão em torno da implantação do rádio digital no país está cada vez mais acirrada. O que você acha da chegada do rádio digital no Brasil?

Sinceramente, em minha opinião acho que o rádio digital demorou tanto, que no momento estou bastante pessimista a respeito.

A diferença sonora (qualidade de áudio) não é lá tão grande assim e o &ldquo;multicast&rdquo; (várias emissoras na mesma frequência) ainda vai gerar muito debate...

É importante lembrar que a entrada do rádio digital significa que todo mundo vai ter que trocar o seu rádio de hoje para um rádio digital para poder ter as vantagens desse sistema. Já imaginou o tempo que isso vai levar?

Além disso, as empresas de telefonia estão investindo um caminhão de dinheiro no transporte de dados, e cada vez será mais fácil ouvir as rádios no celular, ou no seu computador, e até no seu carro, via internet, e diferente do rádio digital, isso já está acontecendo.

A Nativa FM  por exemplo já está nos iphones. Então  existe uma grande possibilidade  de as rádios estarem bem mais difundidas em transmissões via internet, do que o rádio digital.

Bom Tati, o Tudo Rádio agradece a oportunidade que você nos deu de conhecer um pouco mais sobra sua carreira e seu talento, agora abro esse espaço para que você possa deixar uma mensagem a todos aqueles que admiram e acompanham seu trabalho.

O que posso dizer, além de obrigada, é que me considero uma pessoa de sorte... Amo o que faço, me divirto e tenho prazer cada vez que entro no ar, sou apaixonada pelo ser humano e é maravilhoso saber o quanto nós, comunicadores, podemos transformar o dia dessas pessoas que nos ouvem, apenas com uma palavra...  E ainda por cima, ganho a vida com isso!!! Vê se pode???

Um grande beijo a todos......]]>
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						<category>
							entrevista
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						<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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							<![CDATA[Tino Júnior]]>
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							<![CDATA[Salve radialistas de todo Brasil. Mais uma vez escolhemos mais um ícone do rádio brasileiro para papear com a gente aqui no site, sobre sua carreira, um pouco mais sobre o profissional e por que ele diz tanto no seu programa "Que isso, fera!" e "Chupo a sua língua". Ele foi eleito no ano passado, 2009, o Melhor Locutor Carioca pelo Escola de Rádio e Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro. A entrevista de hoje é com Tino Junior da Beat 98. Vale a pena conferir aqui no Entrevistas. 

Olá Tino. Obrigado por reservar um tempinho aqui com a gente. Valeu mesmo. Começamos o bate-papo, perguntando onde tudo e como começou a sua carreira no rádio. Aliás, uma curiosidade; qual é o seu nome na realidade?

Fala Tuba! Tudo bom? Vamos a entrevista sim, mas antes preciso dizer que sou fã do trabalho de vocês no site TudoRádio. É um grande serviço que é prestado a todos os apaixonados pelo rádio. Parabéns! Agradeço pela honra e o convite. Então fera ... comecei a trabalhar em Portugal, na época eu morava com minha família na cidade do Porto. Minha primeira experiência foi na Rádio Placar 95.5 . Na verdade ganhei uma promoção para assistir ao show do Bon Jovi e tive que ir à emissora para gravar um texto de agradecimento. Ao gravar este texto, o diretor da rádio gostou da minha atitude e resolveu me dar uma chance aos fins de semana. Na verdade esta foi a realização de um sonho de menino. Eu  queria muito trabalhar em rádio, mas nunca pensei que pudesse realizar este sonho. Foi apartir daí que tive certeza que nós somos do tamanho dos nossos sonhos. Meu nome na realidade ... (risos) Celestino Junior. 

Celestino Junior? (risos) Imaginava outro nome, Tino! Mas é diferente para os padrões radiofônicos, principalmente para o FM. Agora, diz o que ti ocupava antes de todo esse ínicio e onde você nasceu?

Nasci no Rio de Janeiro, mudei com a minha família para Portugal com 14 anos de idade, estudava e entrei para o rádio com 17 anos. 

Você teve alguma influência na família para se enveredar na carreira, digo; profissional da aréa?

Não, nenhuma pessoa da minha família trabalhou em rádio. Talvez por isso eu tenha enfrentado bastante resistência por parte dos meus pais no início. 

Teve um cara que você gostasse mais de ouvir no rádio?

Nossa! Gostava e gosto de ouvir tanta gente ... Fernando Mansur, Antônio Carlos, Clóvis Monteiro, Heleno Rotay, Emílio Surita, José Carlos Araújo, Silvio Vasconcelos. Esses são meus grandes ídolos no rádio.  

Foram as suas referências?

No início é comum buscarmos alguns referenciais mas, aos poucos eu me descobri e consegui mostrar para o grande público, o Tino Junior. 

Entendi. A gente vai se modelando até encontrar o molde legal na profissão. É verdade mesmo! Mas voltando aos primórdios, você se lembra do primeiro cara que ti deu uma oportunidade em alguma emissora?

Quem me deu a primeira oportunidade, foi um "sujeito", chamado  Cláudio Nardoni. Ele foi o meu primeiro grande professor, isso em Portugal. Aqui no Brasil quem cometeu a loucura de me dar emprego, foi uma radialista chamada Sônia Freitas. 

OK, mas me conte um pouco da sua trajetória no rádio. Você comentou que chegou a trabalhar no exterior também, não foi?

Isso mesmo. Tudo começou em Portugal. Agora, o grande desafio foi recomeçar aqui no Brasil. Eu cheguei no Rio e não conhecia ninguém do meio, ficava que nem um louco ouvindo várias emissoras e anotando os endereços para pedir uma oportunidade. Numa dessas fui à Av Brasil 500, prédio do JB. Pedi para subir e conhecer os estúdios. Por sorte naquele mesmo dia estavam fazendo uma seleção para uma vaga aos fins de semana. Consegui uma oportunidade e fui para o estúdio. Minhas pernas tremiam, a voz sumiu, suava no estilo tampa de marmita. (risos) 

(risos) Imagino! E como foi o teste? Foi legal, os caras gostaram?

Como foi o meu teste??? (risos) Uma porcaria!!! Errei tudo, tropeçava no texto, um caos. Não sei o que aconteceu, mas aquelas pessoas que dirigiam aquela rádio acreditaram em mim e me contrataram. Comecei naquela madrugada mesmo. 

Que beleza! Quebraram o gelo, então ...

É talvez, mas fiquei apenas um mês. A rádio virou uma emissora evangélica e aí eu pedi demissão. Consegui uma vaga na FM O DIA. Depois trabalhei na Manchete FM, voltei para FM O DIA, fui morar nos Estados Unidos, voltei para FM O DIA e hoje estou no Sistema Globo de Rádio, e tenho muito orgulho disso. 

Bela trajetória! Pensava em outros objetivos profissionais ainda quando era criança?

Olha, pode parecer clichê, mas desde criança eu gravava com um microfone caseiro meus programas de rádio. Isso está em mim. Não só o rádio, mas a vontade de comunicar, entendeu fera?. 

Compreendo. No ano passado você foi eleito O Melhor Radialista do Rio de Janeiro com o Prêmio Escola de Rádio. Isso coroou a sua carreira de alguma forma?

Sim, fui eleito o melhor locutor carioca de 2009. É sem dúvida alguma, uma grande honra. Isso é a prova que a minha forma de comunicar está dando certo. É o reconhecimento de quem me interessa, o público. Mas isso foi em 2009, agora o jogo segue ... 

Outro dia de manhã, fazendo um esquenta para nossa entrevista, fiquei te ouvindo em casa e morrendo de rir desses seus bordões "Que isso, fera!" e "Chupo sua Língua" que cairam no gosto dos ouvintes. A gente percebe isso naturalmente. Sério! Mas onde é que você arrumou isso, Tino? (risos)

Ah, sei lá! Vão surgindo. (risos) Meus bordões realmente caem no gosto popular, talvez porque sejam absurdos e estranhos, mas sobretudo bem humorados.

Ah isso, certamente! Muito bem humorados, ainda mais de manhã no horário que você apresenta, de segunda a sexta das 9h às 13h. Agora outra coisa que percebi, é que o seu programa, é tipicamente regional. Bem a cara do Rio de Janeiro mesmo. Acha que sua fórmula vencedora, funcionaria, por exemplo, se fosse veiculado para todo Brasil?

Não tenho a menor dúvida que o meu programa seria muito interessante também em outras praças. O brasileiro é bem humorado, criativo, hospitaleiro e sacana. São características do meu programa e do nosso povo. Portanto, seria uma combinação bem bacana.

E televisão? Tem algum projeto, afinal você trabalha para uma emissora do Sistema Globo de Comunicação! Isso facilita as coisas.

Então fera, trabalhar no Sistema Globo de Rádio é uma honra para qualquer profissional, é uma grande vitrine, abre muitas portas. Mas quanto a TV, eu não tenho nenhum projeto. Se tiver que ser, será. Estou muito feliz e realizado hoje e estou muito focado no que eu faço. Eu acredito muito no nosso veículo, acho que em pouco tempo passaremos por muitas transformações e é nesse momento que eu aposto. Meu negócio é comunicar. 

Você se lembra qual foi o seu primeiro programa, quando entrou para o rádio?

Lembro. Meu primeiro programa chamava-se Amor Sem Fim. Era um programa romântico, tradicional, com traduções, recadinhos, poemas ... 

Foi um tiro certeiro no coração da mulheres, hein Tino? (risos) Aliás, falando em mulheres; atualmente todos no Rio e agora o Brasil inteiro vai saber, que Elas, são a grande maioria dos seus ouvintes, até por que o sex appeal, "é bem aflorado" com a participação delas no seu programa. (risos) Como você lida com elas no Ar? É um dos combustíveis do programa, já que você foi um dos precursores das chamadas "Mulheres Frutas"; Mulher Melancia, Jaca, Filé ...

(risos) É verdade, Tuba! As mulheres são a maioria dos ouvintes do nosso universo. No meu programa, isso é mais acentuado. É uma relação muito louca mesmo. Dou em cima de várias ouvintes no Ar, mas ao mesmo tempo crio personagens que encantam os homens. Mulher é tudo. As mulheres são seres realmente divinos e superiores!!! (risos) 

(risos) E as ferramentas virtuais? É verdade que você foi o primeiro comunicador a introduzir o Twitter em um programa de rádio no Brasil?

A internet hoje é fundamental para o rádio e não uma ameaça como muitos pensam. Sou um curioso, quase um estudioso sobre convergência de mídias. Quando descobri o Twitter, comecei a estudá-lo e percebi que era uma mídia social muito diferente do que existia, com um potencial incrível. Ná época só se falava em Orkut e eu resolvi investir no Twitter. Fui chamado de louco, as pessoas tinha muitas dificuldades em trabalhar com a ferramenta, mas sou persistente. Hoje, o Twitter é este enorme case de sucesso. Fui mesmo, o primeiro do Brasil a trabalhar com o Twitter em um veículo de comunicação. Hoje minha grande aposta é em redes sociais próprias. Criei a minha Rede MIAU. Hoje é um importante canal de comunicação com o meu público. Minha característica é ser "digital". Meu site www.tinojunior.com.br teve mais de um milhão e meio de views no mês de janeiro. A internet não só me aproxima do público mas também torna o rádio ainda mais dinâmico e participativo. 

O que você ouve quando está numa boa? Qual tipo de música você costuma ouvir em casa ou quando está com os amigos?

Quando estou em casa, ouço rádio. Gosto de ouvir as rádios do Brasil e do mundo. Acho muito legal observar as diferentes culturas e as várias formas de comunicar. 

Muito bom, Tino! Nossa entrevista chegou ao seu final, mas antes quero ti agradecer pelo bate-papo, pela atenção e as boas risadas. Obrigado mais uma vez. Valeu mesmo, fera! (risos)

(risos) Ah que pena, Tubaraum! Eu que quero agradecer a oportunidade de participar deste site, que é sem dúvida alguma, o de maior credibilidade do país. Parabéns pelo trabalho da galera do TudoRádio. Vocês arrebentam! Sempre que precisarem, estou à disposição e também virtualmente no www.tinojunior.com.br ou www.twitter.com/tinojunior . Obrigado mais uma vez e um abraço a todos. 

Bate-Bola Rápido 

Eu sou: Um cara de pau.

Mas poderia ser: Não poderia ser nada que não sou !!! Não duraria muito.

Beat 98: Uma rádio que tem uma proposta ousada. É a minha rádio, o meu orgulho, a minha vida. Tino é BEAT98.

Um microfone: Sei lá, fera! (risos)

Um fone: Que funcione.

Um Radialista: BIG BOY.

Time do coração: Brasil.

Amor: Minha esposa (Hello Kitty).

Música especial: Pai do Fábio Jr.

Um arrependimento: Juro que não tenho.

Uma grande lembrança: O dia em que conheci a Hello Kitty.

Uma grande satisfação: Trabalhar (na rádio, em eventos ou no escritório).

Um sonho: Ser pai.

Sou grato a: Aos meus verdadeiros amigos.

Mais amigos ou colegas: Amigos são poucos, colegas muitos.

Celestino Junior by Tino Junior: Um cara determinado, criativo e com muita disposição para virar qualquer jogo. Ele não está na vida, de brincadeira. ...]]>
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						<category>
							entrevista
						</category>
						
						<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
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